Uma criança de 10 anos foi atingida por um disparo acidental de arma de pressão na zona rural de Palmeiras de Goiás, no oeste do estado, na segunda-feira (14). Durante o trajeto da família para levar o menino ao hospital, o carro em que eles estavam perdeu o controle e capotou na estrada. A mãe, que dirigia o veículo, e o padrasto da criança também se envolveram no acidente.

Segundo a apuração da TV Anhanguera, a criança estava em casa com a mãe e o padrasto, mas em cômodos separados. A mãe contou que estava colocando o filho mais novo para dormir quando ouviu um barulho vindo do quarto onde estava o menino de 10 anos.

Ao chegar ao cômodo, ela encontrou a criança caída no chão.

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“Eu estava fazendo o meu filho mais novo dormir dentro do meu quarto. O meu outro filho mais velho, que sofreu o acidente, estava no quarto dele. Ele me falou que vai ter prova na semana que vem. Eu falei para ele ir estudar. De repente, eu ouvi um estalo e já abri a porta. Quando eu abri a porta, eu vi ele caindo”, relatou a mãe, Carolina Domingues.

Carro capotou durante o socorro

Após o disparo, a família colocou a criança no carro para levá-la ao Hospital Municipal de Palmeiras de Goiás. Durante o deslocamento, a mãe perdeu o controle do veículo, que capotou na estrada.

O padrasto da criança também ficou ferido no acidente de trânsito, mas, conforme as informações divulgadas, os ferimentos não foram considerados graves.

Mesmo após o capotamento, a criança recebeu atendimento médico. Ela chegou ao Hospital Municipal de Palmeiras de Goiás com dois ferimentos no rosto.

Diante da gravidade do quadro, foi necessária a transferência para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, o Hugol, em Goiânia. O transporte foi realizado de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros.

Criança está internada em estado grave

O Hugol informou que o menino está internado na UTI Pediátrica, em estado grave, e respira com ajuda de aparelhos.

A mãe afirmou que os médicos consideram as primeiras horas de atendimento importantes para a recuperação e que, apesar da gravidade, o quadro era considerado estável até o momento do relato.

“Até o momento ele está estável, está grave, mas tá estável. O médico me disse que agora é aguardar a recuperação, que essas primeiras 24 horas são cruciais”, contou Carolina.

De acordo com a mãe, a arma envolvida no disparo era uma arma de pressão, equipamento utilizado com frequência na zona rural.

Polícia investiga o caso

A Polícia Civil registrou o caso como lesão corporal de natureza grave. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Palmeiras de Goiás.

Até o momento, a ocorrência é tratada como um disparo acidental. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que a arma foi utilizada e como o tiro atingiu a criança.

O caso reúne duas ocorrências distintas durante o atendimento à vítima: o disparo dentro da residência e, posteriormente, o acidente de trânsito ocorrido enquanto a família tentava chegar ao hospital.