A disputa pela Presidência da República segue acirrada na reta final do segundo turno das eleições de 2026. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% das intenções de voto válido, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico entre os candidatos.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 12 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas com 2.002 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07997/2026.

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não responderam, Flávio Bolsonaro aparece com 48%, enquanto Lula soma 45%. Brancos e nulos representam 5% dos entrevistados, e 2% não souberam ou não responderam.

Leia Também:

Os números indicam uma disputa sem vantagem estatisticamente consolidada para nenhum dos dois candidatos, considerando a margem de erro do levantamento.

Intenções de voto espontâneas e estimuladas

A pesquisa também avaliou as intenções de voto em diferentes formatos de questionamento. Na modalidade espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Flávio Bolsonaro registra 46%, ante 44% de Lula. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 4% dos participantes se declaram indecisos.

Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o senador aparece com 48% e o presidente com 45%. Nesse cenário, 5% afirmam que votariam em branco ou anulariam o voto, e 2% não sabem ou não responderam.

A diferença entre os resultados espontâneos e estimulados mostra que a forma de apresentação da pergunta influencia a distribuição das respostas, embora os dois cenários mantenham a disputa concentrada entre os candidatos.

Potencial de voto e possibilidade de mudança

O levantamento também mediu o potencial eleitoral dos dois concorrentes. Flávio Bolsonaro reúne 50% de potencial de voto, considerando 43% dos entrevistados que afirmam votar somente nele e outros 7% que dizem que poderiam escolhê-lo, mas ainda não têm certeza.

Lula apresenta potencial de voto de 49%. Desse total, 42% afirmam que votariam somente no presidente, enquanto 7% admitem que poderiam escolhê-lo, embora não estejam plenamente convencidos.

Sobre a possibilidade de mudança de posicionamento até a votação, 92% dos entrevistados afirmam ter certeza do voto no segundo turno. Outros 7% dizem que ainda podem mudar de ideia.

Entre os eleitores que admitem reconsiderar a escolha, 20% afirmam que poderiam votar em Lula, enquanto 16% dizem que poderiam optar por Flávio Bolsonaro. O levantamento também aponta que 4% dos entrevistados que declaram intenção de votar no senador admitem a possibilidade de mudar de escolha. Entre os que pretendem votar no presidente, esse percentual é de 5%.

Os dados mostram que a maioria dos entrevistados declara ter uma decisão definida, mas ainda existe uma parcela de eleitores que pode alterar a preferência até o dia da votação.

Rejeição dos candidatos

A pesquisa também identificou mudanças nos índices de rejeição dos dois candidatos em comparação com a rodada anterior do levantamento.

A parcela de entrevistados que afirma não votar em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum caiu de 51% para 47%. Já a rejeição a Lula aumentou três pontos percentuais, passando de 48% para 51%.

Os indicadores ajudam a dimensionar a resistência dos eleitores aos candidatos, mas não determinam isoladamente o resultado das urnas. A decisão final também depende da intenção de voto, da participação eleitoral e de eventuais mudanças de posicionamento até o encerramento da campanha.

Avaliação do governo Lula

A sondagem também avaliou a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Segundo os dados, 45% aprovam a administração do presidente Lula, enquanto 50% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa da gestão, 34% classificam o governo como ótimo ou bom. A parcela que considera a administração ruim ou péssima chega a 45%, enquanto 20% avaliam o desempenho como regular.

Os resultados mostram uma avaliação predominantemente negativa entre os entrevistados, com a desaprovação superior à aprovação. O cenário representa um dos fatores de contexto da disputa eleitoral, embora a pesquisa não estabeleça uma relação direta entre a avaliação do governo e a escolha individual de cada eleitor.

Metodologia da pesquisa

A rodada 17 da pesquisa Eleições 2026 foi encomendada pelo BTG Pactual e realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, empresa da FSB Holding. Foram entrevistados 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 10 e 12 de outubro.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07997/2026.

Com a votação prevista para 25 de outubro, conforme o calendário informado no levantamento, a pesquisa retrata um cenário de disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e Lula. Como os percentuais estão sujeitos à margem de erro, os números não permitem apontar um favorito estatisticamente isolado neste momento.