A motociclista Ana Carolina, de 32 anos, morreu após se envolver em um acidente com uma caminhonete em Paraúna, na região oeste de Goiás, no domingo (18). Além de cobrar responsabilização do motorista do outro veículo, que deixou o local sem prestar socorro, familiares questionam as condições do transporte de emergência realizado após a colisão. Segundo a família, a ambulância que levava a vítima para outra unidade de saúde apresentou problemas durante o trajeto e houve falta de oxigênio.

A Prefeitura de Paraúna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, contestou parte do relato dos familiares. Em nota, o município afirmou que a ambulância utilizada na transferência estava equipada com dois cilindros de oxigênio e não apresentou falha mecânica durante o percurso. A administração também informou que Ana Carolina chegou com vida à unidade de destino, mas morreu posteriormente.

O acidente aconteceu em um cruzamento da cidade e foi registrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram uma caminhonete avançando a sinalização de parada e sendo atingida pela motocicleta conduzida por Ana Carolina. Outro motociclista, que trafegava pela via no sentido contrário, também colidiu com a parte dianteira do veículo, mas conseguiu se levantar após a batida.

Leia Também:

Ana Carolina ficou caída na pista e aparentava não conseguir se levantar. Na sequência, o motorista da caminhonete desviou da vítima e deixou o local. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi localizado e preso na tarde desta segunda-feira (19). A defesa dele não havia sido localizada até a divulgação das informações.

Vítima sofreu várias fraturas e precisou ser transferida

Após o acidente, Ana Carolina foi encaminhada ao Hospital Municipal de Paraúna. Conforme o relato da família, ela sofreu diversas fraturas, incluindo lesões nas costelas e em um dos braços. Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser intubada enquanto aguardava a transferência para uma unidade de referência.

A transferência foi autorizada para um hospital em Santa Helena de Goiás, município localizado a mais de 110 quilômetros de Paraúna. Para realizar o transporte, foi mobilizada uma ambulância de suporte avançado da rede municipal, acompanhada por uma médica, segundo a Secretaria de Saúde. O namorado da vítima também acompanhou o deslocamento, de acordo com os familiares.

Silvana Leme, sogra de Ana Carolina, afirmou que o motorista da ambulância alertou os profissionais de saúde sobre a quantidade de oxigênio disponível antes de iniciar o percurso. Na avaliação da família, o equipamento não seria suficiente para garantir o suporte respiratório durante toda a viagem.

“Se tivesse um cilindro de oxigênio que desse para chegar no hospital, ela estaria viva”, declarou Silvana ao relatar o que, segundo ela, foi informado durante o transporte.

A família sustenta que a possível insuficiência de oxigênio precisa ser esclarecida pelas autoridades. Até o momento, porém, as informações apresentadas pelos parentes e a versão oficial da Secretaria Municipal de Saúde são divergentes sobre as condições da ambulância e do atendimento prestado.

Prefeitura nega falha na ambulância

Em nota divulgada nesta segunda-feira (19), a Prefeitura de Paraúna lamentou a morte da jovem e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Ana Carolina recebeu atendimento no Hospital Municipal de Paraúna, onde foram realizados procedimentos de estabilização. Diante da gravidade do quadro, a equipe providenciou a transferência para Santa Helena de Goiás em uma ambulância de suporte avançado, com acompanhamento médico durante todo o trajeto.

A administração municipal afirmou que, conforme os registros do serviço de saúde, o veículo contava com dois cilindros de oxigênio e não apresentou falha mecânica durante o deslocamento. A nota acrescenta que a paciente chegou com vida ao hospital de destino e morreu posteriormente.

A Secretaria informou ainda que os registros referentes ao atendimento e ao transporte estão disponíveis para consulta dos familiares e das autoridades competentes, a fim de permitir os esclarecimentos necessários.

O município não divulgou detalhes clínicos específicos da paciente, alegando respeito à privacidade da família e ao sigilo médico. A divergência entre o relato dos parentes e a versão oficial torna necessário esclarecer as condições do transporte e a sequência do atendimento, sem que haja, até o momento, conclusão pública sobre eventual relação entre o episódio e a morte.

Motorista foi preso após deixar o local

O motorista da caminhonete que se envolveu na colisão deixou o local sem prestar socorro a Ana Carolina, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência. A batida foi registrada por uma câmera de segurança, cujas imagens mostram o veículo avançando o cruzamento antes de ser atingido pela motocicleta.

O homem foi localizado e preso na tarde desta segunda-feira (19). Até a última atualização das informações, a defesa dele não havia sido encontrada para comentar o caso.

A prisão foi recebida pela família em meio à expectativa de responsabilização pelo acidente. Silvana afirmou que a ausência da vítima será sentida pelos parentes, mas espera que a Justiça apure o ocorrido e que o motorista responda pelo que aconteceu.

Ana Carolina deixa três filhos

Ana Carolina tinha 32 anos, três filhos e vivia com o companheiro. A morte provocou comoção entre os familiares, que agora aguardam esclarecimentos sobre o acidente e sobre o atendimento prestado depois da colisão.

Até a última atualização das informações, a família ainda não havia divulgado as datas e os horários do velório e do sepultamento.

Além da investigação sobre a conduta do motorista da caminhonete, os parentes cobram respostas sobre o transporte da vítima entre Paraúna e Santa Helena de Goiás. A Secretaria Municipal de Saúde declarou que os registros do atendimento estão disponíveis às autoridades competentes, que poderão esclarecer as divergências relatadas.