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Um agiota colombiano foi preso por extorsão e ameaça após se envolver em um acidente com uma viatura descaracterizada da Polícia Civil (PC) na última quarta-feira (2), em Aparecida de Goiânia. O suspeito, que conduzia uma motocicleta, tentou realizar uma conversão em um trecho proibido, quando atingiu o veículo dirigido por um agente na BR-153, no Jardim Paraíso.
Logo após o acidente, conforme registro da corporação, o investigado teria partido para cima do policial, danificando a viatura com chutes. O agente comunicou a agressão ao 7º Distrito Policial, que deslocou efetivo até o local. Durante a abordagem, os policiais constataram que o estrangeiro não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Ao ser conduzido à delegacia, a equipe apreendeu dois aparelhos celulares e R$ 206 em espécie com o suspeito. Durante o flagrante, porém, os investigadores perceberam que o homem praticava agiotagem e vinha ameaçando vítimas para que pagassem juros abusivos. A constatação ocorreu após a análise de mensagens encontradas nos celulares, que revelaram cobranças ilegais e intimidações contra “clientes”.
De acordo com a Polícia Civil, o colombiano utilizava ameaças constantes para pressionar pessoas que haviam contraído empréstimos. Em uma das conversas, ele afirmava que já havia sido “muito de boa” e que, caso a vítima não pagasse, iria “todos os dias” à casa dela. A corporação agora apura quantas pessoas podem ter sido alvo do esquema e a extensão das práticas de extorsão.
A prisão chamou atenção por reunir diferentes crimes em um mesmo episódio: o acidente de trânsito, a agressão contra agente público, a constatação da prática de agiotagem e as ameaças registradas em mensagens. O caso reforça a atuação da Polícia Civil em identificar não apenas delitos imediatos, mas também atividades criminosas que se escondem por trás de situações cotidianas.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve responder por extorsão, ameaça, direção sem habilitação e dano ao patrimônio público. A investigação segue em andamento para identificar outras vítimas e aprofundar o alcance da rede de agiotagem mantida pelo estrangeiro.
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