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Novos relatos contra um professor do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás apontam episódios de assédio moral contra estudantes. As denúncias surgem após a divulgação de casos anteriores envolvendo suposto assédio sexual e omissão institucional.
Uma ex-aluna afirmou que foi alvo de humilhações durante o período em que cursava a graduação. Segundo ela, em 2014, ao comentar que pretendia atuar na área de pediatria, ouviu do professor que “nenhuma mãe deixaria um filho sob seus cuidados” e que ela não teria capacidade para ser enfermeira.
A estudante também relatou situações durante atividades práticas. Em um dos episódios, ao acompanhar um paciente em cuidados paliativos, o professor teria dito que, caso o paciente morresse, a responsabilidade seria dela por não convencer a médica a alterar a medicação.
Outro relato envolve uma orientação feita no primeiro dia de aula. De acordo com a ex-aluna, o professor disse que as estudantes não deveriam usar short porque ele era casado. A turma, segundo ela, era formada apenas por mulheres.
Em outra situação, a estudante afirmou que foi repreendida de forma agressiva dentro do hospital após pedir que o namorado levasse seu crachá até o local. Segundo o relato, o professor gritou no corredor, acusando-a de comportamento inadequado. No ano seguinte, ele teria feito novo comentário, afirmando que ela havia “melhorado” e que agora tinha “cara de enfermeira”.
A ex-aluna disse ainda que desenvolveu problemas de saúde durante o período em que esteve sob orientação do docente. Em uma prova, precisou deixar a sala após passar mal.
Outras alunas e professoras ouvidas relataram que o docente é apontado como recorrente em episódios de assédio moral e sexual. Segundo elas, já houve abertura de processos administrativos anteriores.
Em nota, a Universidade Federal de Goiás informou que o professor foi afastado das atividades por 60 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, enquanto tramita processo administrativo disciplinar
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