A Tesla deixou de ser a maior fabricante de veículos elétricos do mundo em 2025, após registrar queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo. A liderança global passou para a chinesa BYD, que comercializou 2,26 milhões de veículos no período, superando as 1,64 milhão de unidades entregues pela montadora comandada por Elon Musk.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, as entregas da Tesla recuaram 9% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a companhia vendeu 418.227 veículos, número inferior às projeções de mercado, que estimavam cerca de 440 mil unidades. O desempenho foi impactado, entre outros fatores, pelo encerramento do crédito tributário de US$ 7.500 para veículos elétricos nos Estados Unidos, no fim de setembro, durante o governo Trump.

Apesar do resultado abaixo do esperado, as ações da Tesla operaram estáveis no início do pregão de sexta-feira, refletindo a confiança de investidores na estratégia de diversificação da companhia. Musk tem reforçado que o futuro da empresa está menos ligado à venda de automóveis e mais associado ao desenvolvimento de inteligência artificial, robotáxis autônomos, armazenamento de energia e robôs humanoides.

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Em outubro, a Tesla lançou versões mais baratas do Model Y e do Model 3, com preços abaixo de US$ 40 mil, em uma tentativa de estimular a demanda e enfrentar a concorrência de fabricantes chineses, especialmente nos mercados europeu e asiático.

Analistas projetam que os resultados financeiros do quarto trimestre, a serem divulgados no fim de janeiro, indiquem nova retração nas vendas e forte queda no lucro por ação. Ainda assim, a expectativa é de que o desempenho da empresa comece a se recuperar ao longo de 2026.

Enquanto isso, a BYD consolida sua posição como principal força global do setor, impulsionada pela escala de produção, preços competitivos e forte presença nos mercados asiático e europeu.