Um engenheiro agrônomo foi mantido refém por cerca de quatro horas após cair em uma emboscada na zona rural de Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ele foi atraído até o local por um homem que se passou por cliente e solicitou uma análise de solo em propriedades rurais da região.

Ao chegar ao local combinado, o profissional teria sido surpreendido pelos suspeitos e feito refém. Sob ameaças, ele foi obrigado a realizar transferências bancárias e contratar empréstimos por meio do celular.

De acordo com a investigação, a vítima transferiu aproximadamente R$ 120 mil para contas indicadas pelos criminosos. O engenheiro teria sido libertado depois de prometer que faria novos repasses no dia seguinte.

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Mesmo após deixar o local onde foi mantido refém, o profissional continuou recebendo ameaças por telefone. Conforme a polícia, os suspeitos afirmavam conhecer a rotina da família dele e até a escola frequentada pelas filhas.

Diante das ameaças, o engenheiro procurou a polícia e relatou o caso. A partir das informações fornecidas pela vítima, as forças de segurança iniciaram as diligências para identificar os envolvidos.

Três suspeitos são presos

Segundo a Polícia Civil, três suspeitos foram presos na madrugada desta sexta-feira (25), em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. Dois homens e uma mulher foram detidos e apresentados na Central de Flagrantes de Trindade, onde foram autuados em flagrante.

A investigação está sob responsabilidade do Grupo Especializado de Patrimônio (Gepatri) de Itumbiara, que instaurou procedimento para apurar o sequestro, a extorsão e o roubo.

De acordo com a Polícia Militar e a Polícia Civil, cinco pessoas estariam envolvidas na ação. Quatro teriam participado diretamente da abordagem e uma mulher teria atuado no apoio logístico e financeiro.

Dos cinco investigados identificados pelas autoridades, três foram presos e dois permanecem foragidos.

A defesa de dois dos presos declarou à TV Anhanguera que não existem provas que vinculem os clientes aos crimes ocorridos em Itumbiara. As defesas dos demais suspeitos não foram localizadas.

Polícia investiga ligação com outros crimes

A Polícia Civil também apura se o grupo pode estar envolvido em outros crimes semelhantes praticados na região.

Segundo o delegado Irineu Pesarini, titular da Polícia Civil em Itumbiara, a forma de atuação apresenta semelhanças com um roubo registrado em maio deste ano contra um produtor rural. Conforme a investigação, o mesmo veículo teria sido utilizado nas duas ocorrências.

A polícia trabalha para reunir provas e verificar se os casos estão relacionados. A intenção é identificar a participação individual de cada suspeito e esclarecer se havia uma associação estruturada para a prática desse tipo de crime.

O caso continua sendo investigado pelo Gepatri de Itumbiara. Os dois suspeitos que ainda não foram localizados continuam sendo procurados.