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Comerciantes da Feira Hippie, em Goiânia, enfrentam transtornos após uma das unidades consumidoras responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica do local ter o serviço suspenso por falta de pagamento. O corte ocorreu no último dia 6 de julho e afetou parte das bancas da tradicional feira, uma das maiores do país.
Segundo a Associação da Feira Hippie, o principal motivo para o acúmulo da dívida é a baixa adesão dos próprios feirantes ao pagamento da contribuição destinada a custear a energia elétrica. Na área superior da feira, onde existem aproximadamente 500 comerciantes, apenas entre 80 e 90 realizam o pagamento semanal da taxa.
A contribuição, segundo a entidade, não é obrigatória e tem o valor de R$ 15 por semana. A associação afirma que não possui respaldo legal para exigir o pagamento daqueles que utilizam a energia, mas deixam de contribuir com os custos do serviço.
De acordo com a diretoria, a conta mensal de energia da parte superior da feira ultrapassa R$ 6 mil. Além disso, o custo operacional para disponibilizar energia às bancas também é elevado, chegando a aproximadamente R$ 700 por final de semana.
A entidade informou que, diante da baixa arrecadação, tornou-se inviável manter o fornecimento de energia para todos os comerciantes e que busca alternativas para regularizar a situação junto à Equatorial Goiás. No entanto, a existência de débitos anteriores dificulta a negociação.
Em nota, a Associação da Feira Hippie destacou que espera maior conscientização dos feirantes sobre a importância da contribuição coletiva ou apoio do poder público para garantir a continuidade do serviço.
A Equatorial Goiás confirmou que a Feira Hippie é atendida por duas unidades consumidoras distintas e informou que uma delas teve o fornecimento suspenso em 6 de julho devido à existência de débitos.
Segundo a concessionária, o desligamento foi realizado conforme as normas do setor elétrico, após o cumprimento de todos os procedimentos previstos na legislação. A empresa ressaltou ainda que permanece disponível para negociar os valores em aberto e regularizar a situação, permitindo o restabelecimento da energia após a quitação da dívida ou formalização de um acordo.
A Feira Hippie é um dos principais polos de comércio popular de Goiás e recebe milhares de consumidores todos os fins de semana. A falta de energia compromete o funcionamento de diversas bancas, especialmente aquelas que dependem de iluminação e equipamentos elétricos para atender os clientes, gerando preocupação entre os comerciantes e prejuízos às atividades no local.
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