Cerca de 200 funcionários da Cifarma realizaram uma paralisação nesta quinta-feira (11), em Goiânia, para denunciar atrasos salariais e irregularidades trabalhistas que, segundo os trabalhadores e o sindicato da categoria, vêm ocorrendo desde o ano passado.

O protesto foi organizado em frente à unidade da empresa e contou com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico no Estado de Goiás (Sind.Q.F.P-GO), além de representantes sindicais de Goiânia, Anápolis e Catalão.

Entre as principais reclamações estão os atrasos no pagamento dos salários, a falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pendências relacionadas às férias e dificuldades envolvendo o fornecimento do vale-alimentação.

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Os trabalhadores também denunciaram problemas na alimentação oferecida pela empresa. Segundo relatos apresentados durante a mobilização, houve redução dos recursos destinados às refeições, provocando situações de falta de comida durante o horário de almoço.

Durante o ato, foi realizada uma assembleia para definir e aprovar a pauta de reivindicações da categoria. Os participantes cobraram a regularização imediata dos salários em atraso, o pagamento dos valores de FGTS pendentes, melhorias nos benefícios alimentares e a garantia de condições adequadas para os funcionários.

A paralisação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial enfrentado pelo Grupo Cifarma desde 2024. Na época, a empresa apresentou um plano para reorganização financeira e negociação de dívidas com credores. Apesar disso, segundo o sindicato, os problemas enfrentados pelos trabalhadores persistem e motivaram a mobilização desta semana.

A entidade sindical destacou que o movimento ocorre de forma pacífica e dentro das garantias previstas pela legislação trabalhista. O sindicato também afirmou que a participação dos funcionários na paralisação não pode resultar em punições, represálias ou demissões.

Até o momento, a Cifarma não havia se manifestado sobre as denúncias apresentadas pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para posicionamento da empresa.