Funcionários de uma joalheria reagiram a um assalto na noite de terça-feira (15), no Setor Campinas, em Goiânia. Durante a ação, dois suspeitos, um homem e uma mulher, foram mortos a tiros dentro do estabelecimento após os trabalhadores conseguirem tomar a arma utilizada no roubo. Um dos funcionários também foi baleado e morreu posteriormente em uma unidade de saúde.

De acordo com informações da Polícia Militar, o casal entrou na joalheria simulando interesse em fazer um orçamento de uma aliança. Depois de conseguir acesso à parte interna do estabelecimento, o homem teria sacado um revólver calibre .38 e anunciado o assalto. Os funcionários foram obrigados a permanecer posicionados junto à parede enquanto os criminosos davam andamento à ação.

Durante o roubo, um dos trabalhadores reagiu e tentou retirar a arma das mãos do suspeito. Na tentativa de desarmá-lo, ele foi atingido por disparos no braço e no tórax. Outro funcionário também entrou em luta corporal com o assaltante e acabou atingido por um tiro na perna.

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A confusão continuou dentro da joalheria até que os funcionários conseguiram tomar a arma que estava em poder do suspeito. Na sequência, o casal foi atingido por disparos e morreu ainda no interior do estabelecimento.

Os dois funcionários baleados foram socorridos e encaminhados ao Centro de Atenção Integrada à Saúde (Cais) de Campinas, com apoio do proprietário da joalheria. O trabalhador atingido no braço e no tórax não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

O outro funcionário, que foi atingido na perna, permaneceu hospitalizado. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar, ele não corria risco de morte.

Comparsa foge e morre em confronto com a PM

Além do casal que entrou na joalheria, a polícia identificou a participação de um terceiro suspeito. Segundo a PM, ele e um motorista de aplicativo deixaram o local antes da chegada das equipes policiais.

Os dois foram localizados posteriormente no Jardim Novo Mundo, também em Goiânia. O motorista de aplicativo foi preso em flagrante, enquanto o outro suspeito morreu durante um confronto com policiais da Rotam dentro de um imóvel.

Uma equipe de socorro chegou a ser acionada, mas o homem morreu no local.

Ainda conforme a Polícia Militar, o motorista preso teria confessado participação no assalto. Aos policiais, ele relatou que receberia R$ 70 mil para auxiliar na fuga dos criminosos.

Segundo a versão apresentada pelo motorista, ele teria pedido ao comparsa que o amarrasse para que pudesse alegar ter sido vítima de um sequestro. A intenção seria criar uma versão para despistar a polícia e permitir que o suspeito escapasse.

A explicação, porém, não convenceu os policiais. A corporação informou que analisou imagens de câmeras de segurança e encontrou inconsistências no relato apresentado pelo motorista. Outro elemento considerado pela equipe foi o fato de ele ainda estar usando a mesma roupa que vestia durante o assalto.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás, que deverá apurar as circunstâncias do roubo, as mortes ocorridas dentro da joalheria, o confronto policial e a participação de cada um dos envolvidos.