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Imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram a dimensão da destruição em áreas do Irã após dias de ataques realizados por Estados Unidos e Israel. Os registros, captados antes e depois dos bombardeios, revelam prédios destruídos e infraestrutura danificada em diferentes pontos de Teerã.
As imagens foram publicadas pela empresa de monitoramento Vantor Tech e mostram mudanças significativas em instalações militares e áreas urbanas atingidas durante a ofensiva.
Entre os locais afetados está o quartel-general da força aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), localizado na região oeste da capital iraniana. As imagens mostram estruturas que antes estavam intactas e que aparecem parcialmente ou totalmente destruídas após os ataques.
Outro alvo identificado nas imagens é uma base de mísseis situada na região de Garmdarreh, próxima à cidade de Karaj. A comparação entre as fotos mostra danos severos em estruturas militares que, segundo analistas, poderiam estar ligadas a sistemas de lançamento e armazenamento de armamentos.
De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, pelo menos 787 pessoas morreram no país desde o início da ofensiva militar. O número inclui civis e integrantes das forças de segurança.
Moradores de Teerã relataram grandes explosões durante a noite, quando diversas áreas da cidade foram atingidas por bombardeios. Segundo a televisão estatal iraniana, uma clínica médica, um posto de combustível, um estacionamento e dois prédios residenciais foram destruídos durante os ataques.
A ofensiva também teria atingido uma área próxima ao palácio presidencial e ao prédio do Conselho de Segurança Nacional iraniano, ampliando o impacto político e estratégico das operações militares.
A escalada do conflito ocorre poucos dias após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, que teria sido atingido em um ataque aéreo. Desde então, o tema da sucessão no comando do Irã passou a dominar as discussões internas e internacionais sobre o futuro do país.
Entre os nomes citados como possíveis sucessores está o filho do líder religioso, Mojtaba Khamenei, apontado por analistas como um dos candidatos mais fortes para assumir o posto.
Enquanto os bombardeios continuavam no Irã, as forças militares de Israel informaram que também realizaram ataques contra posições do grupo Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano.
A ofensiva atingiu a região de Dahiya, conhecida por ser um reduto do grupo apoiado por Teerã. Pelo menos três prédios desabaram após os ataques, forçando milhares de moradores a abandonar suas casas durante a madrugada.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 123 pessoas morreram no país desde o início da nova fase da guerra. Muitos moradores passaram a noite em rotatórias, estacionamentos ou dentro de carros após fugir dos bombardeios.
Em resposta aos ataques, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o lançamento de uma nova onda de drones e mísseis contra alvos em Tel Aviv. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na cidade, enquanto militares israelenses afirmaram ter detectado lançamentos vindos do território iraniano.
Autoridades dos Estados Unidos afirmam que a campanha militar tem reduzido significativamente a capacidade de resposta iraniana. Segundo o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper, os lançamentos de mísseis balísticos do Irã caíram cerca de 90% desde o último sábado, enquanto os ataques com drones teriam diminuído aproximadamente 83%.
Mesmo com a redução dos ataques, autoridades iranianas alertam que o conflito pode se prolongar. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou nas redes sociais que a guerra pode se transformar em um “atoleiro” para qualquer país que decida continuar a ofensiva militar.
A guerra no Oriente Médio, que já envolve diferentes frentes de combate e aliados regionais, continua elevando o nível de tensão internacional e ampliando o risco de uma escalada ainda maior no conflito.
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