Moradores de Aparecida de Goiânia começaram 2026 com uma surpresa nada agradável no orçamento doméstico. Os carnês do IPTU e do ITU já foram liberados para pagamento e muitos contribuintes perceberam que os valores estão mais altos neste ano. O aumento, aprovado pela maioria dos vereadores da Câmara Municipal, passou a gerar críticas e questionamentos sobre o impacto da medida no bolso da população.

Em um cenário econômico ainda considerado delicado para muitas famílias, o reajuste dos impostos municipais acabou provocando reações imediatas entre moradores da cidade. Para diversos contribuintes, a cobrança maior chega justamente em um momento em que o custo de vida segue pressionando o orçamento das famílias.

De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, o reajuste geral aplicado ao IPTU em 2026 foi de 4,26%, índice que corresponde à correção inflacionária. Já no caso do ITU, imposto cobrado sobre lotes vagos, o modelo de cobrança segue um sistema progressivo que pode variar entre 1,5% e 3% sobre o valor venal do terreno, dependendo da valorização do imóvel.

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Na prática, isso fez com que alguns proprietários de terrenos recebessem cobranças superiores às registradas nos anos anteriores. Em diferentes bairros da cidade, moradores relataram surpresa ao conferir os valores atualizados dos boletos.

O aumento dos impostos não ocorreu de forma automática. A mudança foi aprovada após alteração no Código Tributário Municipal, discutida e votada pelos vereadores da Câmara de Aparecida. O projeto dividiu opiniões entre os parlamentares, mas acabou sendo aprovado pela maioria.

Entre os defensores da proposta, o argumento principal foi a necessidade de atualização das regras tributárias do município e a correção de distorções no sistema de cobrança de impostos. Segundo esse entendimento, a medida ajudaria a modernizar a estrutura tributária da cidade.

Por outro lado, parte dos vereadores alertou que o reajuste poderia trazer impactos diretos para pequenos proprietários e famílias que mantêm terrenos como patrimônio. Esses parlamentares defenderam que o tema precisaria de um debate mais aprofundado antes de ser aprovado.

Quatro vereadores votaram contra o reajuste: Lipe Gomes, Dyeme Vasconcelos, Felipe Cortez e Gleison Flávio. Eles argumentaram que mudanças no sistema de cobrança de impostos precisam ser analisadas com cautela, justamente por afetarem diretamente o orçamento da população.

Mesmo com as críticas apresentadas durante a votação, a proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores da Câmara Municipal. Entre os parlamentares que votaram favoravelmente ao projeto estão Almeidinha, Arnaldo Leite, Bi Dourado, Edinho Carvalho, Isaac Martins, Mazinho Baiano, Neto Gomes, Professor Clusemar, Rogério Almeida, Tales de Castro, Wegney Costa, André Fortalez, Ataídes Neguinho, Camila Rosa, Mazinho Madre Germana, Olair Silva e Tatá Teixeira.

A decisão reacendeu um debate antigo entre moradores da cidade: o retorno dos impostos pagos. Em diversos bairros de Aparecida, moradores ainda convivem com problemas estruturais como ruas sem pavimentação, iluminação pública precária, dificuldades no acesso a unidades de saúde e transporte público considerado insuficiente.

Diante desse cenário, muitos contribuintes passaram a cobrar mais transparência sobre a aplicação dos recursos arrecadados com os impostos municipais. Para parte da população, o aumento só se justificaria se viesse acompanhado de melhorias concretas na infraestrutura e nos serviços públicos.

Enquanto o debate político continua, a realidade para os moradores já está definida. Os boletos do IPTU e do ITU já foram disponibilizados, os prazos para pagamento começaram a correr e milhares de moradores de Aparecida de Goiânia terão que reorganizar o orçamento para quitar um imposto mais alto em 2026.