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Um caso que mistura disputa familiar, patrimônio milionário e medida protetiva terminou em prisão em Iporá, no interior de Goiás. O empresário Maurício Peres da Cunha, irmão da prefeita Maysa Cunha, foi preso em flagrante na segunda-feira (4/5), suspeito de descumprir uma ordem judicial que o impede de se aproximar da própria mãe, Doralice Francisca Peres Cunha.
A ocorrência foi registrada às margens da GO-060, após a Polícia Civil ser acionada por Doralice. Segundo relato, um drone estaria sobrevoando o rebanho na propriedade onde ela reside, o que motivou a presença dos agentes no local.
Durante a abordagem, Maurício foi encontrado dentro de uma caminhonete, acompanhado de outro homem. No veículo, os policiais localizaram o drone utilizado, além de equipamentos como controle remoto, baterias e carregador.
De acordo com a polícia, a presença do empresário nas proximidades da propriedade já seria suficiente para configurar o descumprimento da medida protetiva, que proíbe a aproximação tanto da mãe quanto de áreas vinculadas a ela.
Maurício apresentou outra versão. Ele afirmou que estava no local apenas para registrar imagens do gado, alegando suspeitar de possíveis irregularidades na administração dos bens que fazem parte do espólio familiar.
Mesmo com a justificativa, os policiais entenderam que houve violação da decisão judicial. A prisão foi confirmada pelo delegado Ramon Queiroz, e o empresário foi encaminhado à unidade prisional de Iporá. O caso foi enquadrado no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que trata do descumprimento de medidas protetivas.
A reportagem tentou contato com Doralice e com a prefeita Maysa Cunha, mas não houve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Do lado da defesa, a narrativa é diferente. Os advogados de Maurício afirmam que ele não descumpriu nenhuma determinação judicial e que a situação foi interpretada de forma equivocada.
Segundo a defesa, o empresário estava a mais de 1,5 quilômetro de distância do curral e utilizou o drone exclusivamente para acompanhar a situação do patrimônio, sem qualquer intenção de se aproximar ou vigiar familiares.
Os advogados também afirmam que Maurício estaria exercendo um direito como herdeiro, dentro de um contexto de disputa por uma herança estimada em cerca de R$ 60 milhões.
Ainda segundo a defesa, há suspeitas de que a inventariante, Doralice, junto com a prefeita Maysa Cunha, teria autorizado a venda de animais pertencentes ao espólio sem autorização judicial. Essa informação, no entanto, faz parte apenas da versão apresentada pelos advogados e não integra, até o momento, a investigação oficial.
O caso segue em investigação.
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