A jovem Islane Pereira Saraiva Xavier, de 22 anos, foi condenada a 8 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por atear fogo em uma colega dentro de uma escola em Goiânia. O crime ocorreu em março de 2022, no Colégio Estadual Palmito, e teve grande repercussão pela gravidade e pelas circunstâncias do ataque.

A vítima, Marianna Christina Gonçalves Areco Santos, tinha 17 anos na época e sofreu queimaduras em cerca de metade do corpo. Ela foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, onde permaneceu internada.

O julgamento aconteceu nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, e foi conduzido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcantara. Na sentença, foram reconhecidas três qualificadoras: motivo torpe, caracterizado por vingança; meio cruel, pelo uso de fogo; e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o ataque ocorreu de forma repentina enquanto ela estava na fila do lanche.

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Segundo a decisão, Islane agiu motivada por acreditar que a colega fazia comentários negativos sobre ela. O crime foi considerado premeditado. De acordo com as investigações, a jovem utilizou álcool para iniciar o incêndio e, após o ataque, caminhou até uma sala de aula, onde aguardou a chegada da polícia. Com ela, foram encontradas duas facas e um canivete.

Apesar da gravidade, a pena foi reduzida. Inicialmente fixada em 17 anos, ela sofreu diminuição após o júri reconhecer que a ré apresentava capacidade reduzida de compreensão do ato, em razão de perturbação de saúde mental, além de ter menos de 21 anos na época do crime. A redução foi de um terço da pena.

A condenação deverá ser cumprida na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, e o direito de recorrer em liberdade foi negado. A Justiça entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantia da ordem pública.

O caso chamou atenção não apenas pela violência, mas também por ter ocorrido dentro do ambiente escolar e na presença de outros alunos. Para o júri, o crime esteve próximo de ser consumado, o que reforçou a gravidade da conduta.

A defesa de Islane Pereira não foi localizada até a última atualização do caso.