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A moradora Cacilda Ferreira de Almeida confessou que jogou líquido quente em um cachorro comunitário que dormia na porta da casa dela, no Setor Castelo Branco, em Goiânia. A informação foi confirmada pelo advogado da mulher, Washington Soares, em entrevista à TV Anhanguera. Inicialmente, a suspeita havia negado o ato, mas posteriormente reconheceu a agressão, registrada por câmeras de segurança.
O caso aconteceu no dia 5 de março e ganhou repercussão após a divulgação das imagens, que mostram o momento em que o cão, conhecido como Johnny, estava deitado na calçada quando foi atingido pelo líquido. Após o ataque, o animal sai correndo e gritando de dor, o que gerou revolta entre moradores da região, que já cuidavam dele de forma coletiva.
De acordo com a delegada Simelli Lemes, da Polícia Civil de Goiás, uma perícia foi realizada e confirmou que o cachorro sofreu queimaduras provocadas por líquido quente. Segundo ela, o animal teve cerca de 50% do corpo atingido, com lesões de terceiro grau, o que indica um quadro de intenso sofrimento.
A defesa da moradora afirma que ela está arrependida e abalada emocionalmente. “Ela reconhece a ação que cometeu, está arrependida. Nada justifica, mas estamos falando de uma senhora de quase 65 anos, que não tem conhecimento técnico sobre o que fez”, declarou o advogado. Apesar disso, o caso segue sendo investigado pelas autoridades.
A repercussão do episódio mobilizou moradores e protetores de animais, que realizaram protestos em frente à delegacia pedindo justiça pelo cachorro. Cartazes e manifestações cobraram punição para o responsável e reforçaram a indignação da comunidade com o ocorrido.
Johnny foi resgatado por moradores logo após o ataque e recebeu cuidados intensivos. A família da moradora Cláudia Oliveira se mobilizou para tratar as feridas do animal nos primeiros dias, período em que ele apresentou sinais evidentes de dor. “Nas três primeiras noites, ele chorou direto. A gente se revezou para cuidar dele”, relatou.
Segundo a veterinária responsável pelo atendimento, as queimaduras atingiram principalmente um lado do corpo do animal, o que indica que ele estava deitado no momento da agressão. Mesmo com o tratamento, ainda há risco de complicações, como infecções e problemas renais decorrentes da gravidade das lesões.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que deve ouvir testemunhas e concluir o inquérito com base nas provas coletadas, incluindo o vídeo e o laudo pericial. A população pode denunciar casos de maus-tratos a animais por meio dos canais oficiais, como o telefone 197, delegacias físicas ou pela delegacia virtual.
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