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O Ministério Público de Goiás solicitou à Justiça a aplicação de medidas cautelares contra estudantes do curso de medicina do Centro Universitário Alfredo Nasser, em Aparecida de Goiânia, após denúncias de assédio, intimidação e difamação dentro da instituição.
O pedido foi feito pelo promotor Carlos Vinícius Alves Ribeiro, da 12ª Promotoria de Justiça do município. No parecer, ele solicita medidas diversas da prisão contra 12 alunos apontados como responsáveis por uma suposta campanha de perseguição contra colegas e professores.
As denúncias surgiram após a anulação de provas do curso de medicina por suspeita de fraude, ainda em dezembro de 2025. Após a reaplicação das avaliações, 31 estudantes foram reprovados, o que teria gerado revolta entre parte dos alunos.
Segundo o Ministério Público, a reação incluiu ameaças, ofensas, tentativas de intimidação e até ligações consideradas abusivas. Há relatos também de pressões envolvendo supostos processos judiciais sem fundamento e situações que teriam afetado o ambiente acadêmico.
Os 12 estudantes investigados foram ouvidos pela polícia e negaram qualquer tipo de perseguição.
No entendimento do promotor, as condutas relatadas podem configurar crimes contra a honra e contra a liberdade individual. Por isso, foi solicitado que os alunos sejam proibidos de manter qualquer tipo de contato com as supostas vítimas, seja presencialmente, por redes sociais, mensagens ou terceiros.
Além disso, o MP pediu o afastamento do convívio acadêmico entre os envolvidos e a criação de mecanismos internos para evitar novos conflitos dentro da instituição. Também foi solicitado que o processo tramite sob sigilo.
O descumprimento das medidas pode levar à decretação de prisão preventiva.
Em nota, o Centro Universitário Alfredo Nasser afirmou que sempre adotou providências para garantir a segurança de alunos e professores e que atuou como intermediador do conflito, não como parte envolvida.
A instituição informou ainda que abriu sindicância interna para apurar possíveis atos de indisciplina, afastou professores diretamente ligados ao caso do contato com os alunos envolvidos e reorganizou atividades acadêmicas para evitar convivência entre as partes.
As identidades dos estudantes não foram divulgadas, em razão do pedido de sigilo e por questões de segurança.
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