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Maria Regina Costa, de 61 anos, foi estuprada e morta em um terreno baldio em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ela foi abordada perto de casa por um homem que havia conhecido em um bar na noite anterior ao crime.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito se aproxima da vítima e a leva para dentro do terreno. De acordo com o delegado André Fernandes, Maria Regina permaneceu no local por mais de 40 minutos.
“Puxa ela para dentro do interior desse mato, onde ali ele fica um pouco mais de 40 minutos com ela em cenas horríveis”, afirmou o delegado.
Segundo a investigação, durante esse período a mulher foi agredida e sofreu violência sexual. Maria Regina foi encontrada seminua. O caso foi registrado como feminicídio e estupro.
Após o crime, o suspeito deixou o terreno. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança, uma força-tarefa formada pelas polícias Civil e Militar conseguiu identificar o homem como Gilberto Pessoa Limeira.
Gilberto foi localizado em uma distribuidora de bebidas da cidade, onde estava consumindo bebida alcoólica. Durante a abordagem, segundo a polícia, ele tentou se passar pelo próprio irmão, mas acabou identificado pelos investigadores.
O suspeito também apresentava marcas de arranhões pelo corpo. Para a Polícia Civil, os ferimentos podem ter sido provocados pela vítima enquanto ela tentava se defender.
O irmão de Gilberto relatou aos investigadores que o suspeito chegou em casa assustado após o crime e disse que havia feito uma “besteira”.
Condenação anterior por feminicídio
Após a prisão, os investigadores descobriram que Gilberto já havia sido condenado por feminicídio no estado do Pará.
A informação chamou a atenção da Polícia Civil durante a investigação do caso em Nerópolis. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
A polícia informou que Maria Regina era conhecida na cidade como uma mulher trabalhadora e de boa convivência. A morte provocou comoção entre os moradores de Nerópolis.
O delegado André Fernandes destacou que a vítima tentou resistir durante a agressão e que o suspeito apresentava diversos ferimentos.
“Ela lutou muito pela vida. Ele tá todo lesionado, ferido, arranhado, enfim, são cenas muito impactantes”, afirmou.
Até a última atualização desta reportagem, o g1 informou que não havia localizado a defesa de Gilberto Pessoa Limeira.
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