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Uma mulher em Anápolis está sendo acusada de aplicar golpes em vendas de eletrônicos e eletrodomésticos, causando um prejuízo que pode ultrapassar R$ 1 milhão. O caso ganhou grandes proporções após vítimas criarem um grupo que já reúne quase 800 pessoas prejudicadas.
De acordo com informações apuradas em Goiânia, a suspeita, identificada como Vanessa Lorany Reges de Almeida, utilizava o WhatsApp para vender produtos como televisores, celulares, ar-condicionado e eletrodomésticos com preços muito abaixo do mercado, chegando a descontos de até 70%.
No início, o esquema funcionava de forma aparentemente legítima. Durante meses, os clientes recebiam os produtos normalmente, o que ajudou a construir confiança e ampliar a rede de compradores. A divulgação, inclusive, contou com apoio de influenciadores locais, o que aumentou ainda mais o alcance das vendas.
O problema começou no fim de fevereiro, quando as entregas simplesmente pararam. Além dos consumidores, fornecedores também deixaram de receber pelos produtos repassados. Após diversas tentativas frustradas de contato, vítimas receberam uma mensagem atribuída à suspeita e a uma suposta assessoria jurídica, informando que as atividades estavam suspensas devido a ameaças contra a família dela.
Na mesma mensagem, havia a promessa de reembolso integral, mas também o aviso de que ela não responderia mais mensagens nem atenderia ligações, o que aumentou ainda mais a desconfiança e revolta dos envolvidos.
Um dos casos é o do empresário Paulo Henrique Rodrigues, de 26 anos, que fornecia produtos há cerca de quatro meses. Segundo ele, a parceria parecia sólida até o último pedido, feito no fim de fevereiro, que envolvia uma grande quantidade de itens, como televisores, geladeiras, celulares e ar-condicionados. O prejuízo dele chega a R$ 207,5 mil.
Ao tentar localizar a suspeita em Anápolis, ele encontrou apenas uma parente, que afirmou que Vanessa estava escondida alegando estar sendo ameaçada. Mesmo assim, ela chegou a enviar mensagens dizendo que resolveria a situação, o que não aconteceu.
Outro caso recente é o de um consumidor de 24 anos que registrou ocorrência após perder cerca de R$ 70 mil. Ele relatou ter comprado diversos produtos e afirmou que a suspeita se apresentava como representante de uma fornecedora chamada Magazine Marega. Desde então, não conseguiu mais contato.
Os casos foram registrados como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. A Polícia Civil agora trabalha reunindo todos os boletins de ocorrência para entender a dimensão do esquema e tentar localizar a investigada.
Enquanto isso, cresce o número de vítimas e também a sensação de que o golpe foi estruturado ao longo do tempo, ganhando confiança primeiro para depois gerar um prejuízo em larga escala.
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