O piloto de um avião carregado com drogas foi preso após uma operação da Polícia Militar que mobilizou equipes terrestres e aéreas no município de Itarumã, no sudoeste de Goiás. O suspeito havia feito um pouso forçado na manhã de quarta-feira (15), incendiado a aeronave e escondido uma grande quantidade de entorpecentes em uma área de mata antes de fugir.

Após horas de buscas, policiais do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), do Batalhão Rural e do Batalhão Rodoviário localizaram o piloto no início da noite. Segundo a Polícia Militar, ele foi preso sem oferecer resistência.

Durante a operação, também foram presos o pai do piloto, a esposa dele e um amigo da família. Conforme apurado, os três saíram de Ribeirão Preto (SP) com o objetivo de resgatar o suspeito e ajudá-lo a fugir da região.

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O grupo foi abordado antes de conseguir localizar o piloto. Um veículo Ford Ka, que seria utilizado na fuga, foi apreendido pelas equipes policiais. Todos os envolvidos devem ser apresentados à Polícia Federal, em Jataí, responsável pela continuidade das investigações.

Avião foi incendiado após pouso

De acordo com a Polícia Militar, o piloto utilizou um galão com capacidade para 50 litros de combustível para incendiar o avião logo após realizar o pouso forçado em uma propriedade rural.

Antes de atear fogo na aeronave, ele retirou toda a carga de drogas e a escondeu em uma área de vegetação próxima ao local do pouso.

Durante as buscas, os policiais localizaram os entorpecentes escondidos na mata. Foram apreendidos 281 quilos de cocaína e 61 quilos de crack, totalizando 342 quilos de drogas.

A carga foi recolhida e encaminhada à sede da Polícia Federal em Jataí, onde será periciada e incorporada ao inquérito.

Caseiro foi ameaçado

Segundo a Polícia Militar, um caseiro que trabalha em uma fazenda localizada a cerca de um quilômetro do local presenciou o pouso da aeronave.

Ao se aproximar para verificar o que havia ocorrido, ele teria sido ameaçado pelo piloto, que o obrigou a ajudar a esconder os pacotes de drogas em meio à vegetação.

Ainda conforme a corporação, o suspeito também determinou que o trabalhador destruísse o próprio celular para impedir que imagens ou informações sobre a ocorrência fossem registradas.

O relato do caseiro foi considerado importante para orientar as equipes durante as buscas e auxiliar na localização da carga ilícita.

Operação mobilizou várias equipes

A operação contou com apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Militar. Além do Graer, participaram das buscas equipes do Batalhão Rural, Batalhão Rodoviário, Comando de Operações de Divisas (COD) e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).

As buscas continuaram durante a quinta-feira (16) para verificar se havia outros envolvidos na ação criminosa ou materiais relacionados ao transporte da droga espalhados na região.

A Polícia Federal assumiu a investigação para identificar a origem da aeronave, o destino da carga de drogas e possíveis integrantes da organização criminosa responsável pelo transporte dos entorpecentes.

Também deverão ser apuradas as circunstâncias do voo, a rota utilizada pelo piloto e a eventual participação de outras pessoas na logística do tráfico interestadual e internacional de drogas.