Um policial militar da reserva está entre os três suspeitos de participação na chacina que deixou quatro homens mortos em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (12).

Segundo o delegado José Antônio Sena, responsável pelo caso, as quatro vítimas foram até a casa do policial para cobrar uma dívida de R$ 250 mil. Ao chegarem ao local em uma caminhonete, os homens foram recebidos a tiros.

“A caminhonete, ao parar, já foi alvejada por dezenas de disparos. Os três envolvidos, que aparecem em uma filmagem, empregaram fuga e estamos em busca deles”, afirmou o delegado.

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De acordo com a investigação, os três suspeitos já foram identificados, mas nenhum havia sido localizado até a última atualização. Os nomes não foram divulgados e, por isso, as defesas não foram encontradas.

Dívida de R$ 250 mil

A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma dívida de R$ 250 mil relacionada à compra de um caminhão do tipo prancha.

A Polícia Civil também apura informações de que as vítimas poderiam atuar com empréstimos de dinheiro, como agiotas. No entanto, segundo o delegado, a suspeita inicial é de que a execução tenha sido motivada especificamente pela dívida do caminhão.

“As inteligências da Polícia Civil e Polícia Militar têm informações de que eles também mexiam com agiotagem, mas, de antemão, o fato refere-se a esta dívida de R$ 250 mil”, disse Sena.

Uma pistola também foi localizada pela polícia junto ao corpo de uma das vítimas.

Quatro mortos

As vítimas foram identificadas pela Polícia Científica como Luís Antônio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30; André Luiz Ferreira Silva, de 41; e Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos.

Segundo a Polícia Civil, duas vítimas eram de São Paulo e pertenciam a uma comunidade cigana. As outras duas eram de São João d'Aliança, no nordeste de Goiás.

Entre os mortos está Gustavo Fernandes Graças, que foi secretário municipal de Transportes de São João d'Aliança. Após o crime, a prefeitura publicou notas de pesar e decretou luto oficial de três dias.

A Polícia Civil continua as buscas pelos três suspeitos e trabalha para esclarecer todos os detalhes da chacina.