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A tradição das comitivas boiadeiras e os sabores da culinária sertaneja estarão em destaque neste sábado (20), durante a 16ª edição da Queima do Alho de Rio Verde. O evento será realizado no Tatersal de Leilões do Sindicato Rural e marca oficialmente a abertura da programação da Expo Rio Verde 2026.
Considerada uma das principais festas do gênero no país, a Queima do Alho deve reunir cerca de 5 mil visitantes ao longo do dia. Nesta edição, 16 comitivas de Goiás, São Paulo e Minas Gerais participarão da competição gastronômica que resgata costumes das antigas viagens de condução de boiadas pelo interior do Brasil.
As equipes serão responsáveis pelo preparo de pratos tradicionais que marcaram a história dos tropeiros e peões, como arroz carreteiro, feijão gordo e paçoca de carne. Os próprios integrantes das comitivas avaliam as receitas sem saber quem as preparou, garantindo imparcialidade na disputa.
Além da qualidade dos pratos, os jurados também analisam as chamadas "traias", que incluem elementos decorativos, utensílios e estruturas montadas pelas equipes para representar o cotidiano das antigas comitivas.
Durante toda a programação, os visitantes poderão circular livremente entre os espaços, conhecer as tradições do universo sertanejo e degustar os pratos preparados pelos participantes. A estrutura foi montada em uma área cercada por vegetação preservada, reforçando a conexão do evento com suas origens históricas.
A programação musical também promete atrair o público. Estão previstas apresentações de Ronaldo Viola Filho, Edy Britto & Samuel, Renê & Adriano, João Kleber & Humberto e Rondinelli, nomes conhecidos da música sertaneja regional.
Pensando nas famílias, a organização preparou ainda um espaço dedicado às crianças, com brinquedos infláveis, pula-pula, pipoca e algodão doce gratuitos. Crianças de até 7 anos terão entrada gratuita.
Mais do que uma competição culinária, a Queima do Alho preserva uma das mais importantes tradições do universo sertanejo brasileiro. O nome do evento faz referência ao alho que era colocado nos tachos quentes pelos cozinheiros das comitivas, aroma que anunciava que a refeição estava prestes a ser servida após longas jornadas pelas estradas do país.
Ao longo dos anos, a festa se consolidou como um dos principais encontros culturais e gastronômicos de Goiás, reunindo tradição, música, história e a culinária típica que atravessa gerações.
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