Espaço para comunicar erros nesta postagem
A conclusão do processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) confirmou a prática de assédio moral por parte de uma servidora que ocupava cargo de chefia. A decisão, publicada no início desta semana no Diário da Justiça Eletrônico (Dje), determinou a suspensão da investigada por 90 dias.
A apuração teve início após denúncias feitas por servidores do órgão, que relataram uma rotina marcada por constrangimentos constantes. Entre os episódios descritos estavam gritos frequentes, humilhações públicas, acusações infundadas de erros, manipulação de informações e esvaziamento de funções. Também foram citadas ameaças veladas de retaliação profissional, reuniões com exposição vexatória coletiva e mudanças de lotação motivadas por divergências com a chefia.
De acordo com o conteúdo do processo, essas práticas teriam criado um ambiente de trabalho classificado pelos próprios servidores como tóxico, opressor e prejudicial à saúde mental. O documento também apontou que havia indícios consistentes de condutas reiteradas, além da identificação de possíveis testemunhas que reforçaram os relatos.
Mesmo após o início das investigações, a situação chegou a ser considerada insustentável por fontes internas, já que a servidora permaneceu no cargo de comando por um período, sem afastamento imediato. Posteriormente, medidas foram adotadas no decorrer da apuração.
Outro ponto mencionado nos bastidores era a percepção de que a servidora possuía influência dentro da Corte, em razão de suposto parentesco com um ex-presidente do tribunal, o que teria gerado desconforto entre os denunciantes.
Com a decisão final do PAD, além da suspensão, foi determinada a comunicação formal às vítimas e a intimação da servidora. Foi aberto prazo de dez dias para apresentação de recurso ou manifestação. Após o trânsito em julgado, a penalidade será registrada na ficha funcional da investigada e devidamente aplicada.
Nossas notícias
no celular

Comentários