Espaço para comunicar erros nesta postagem
O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na atuação da junta médica contratada pela Prefeitura de Goiânia. A decisão, publicada no último dia 2 de julho, atende a uma denúncia formal apresentada pela vereadora Aava Santiago (PSDB), que questiona o convênio firmado com o Serviço Social da Indústria (SESI) para análise de atestados e concessão de licenças médicas a servidores públicos municipais.
O inquérito tem como alvo a Secretaria Municipal de Administração (Semad), que já foi oficialmente notificada e deverá apresentar documentos e informações ao Ministério Público para subsidiar a investigação. A apuração corre sob o número 001227.2025.18.000/4.
Desde que o SESI passou a atuar na perícia médica da Prefeitura, cresceram as denúncias de servidores que tiveram seus afastamentos indeferidos ou reduzidos de forma arbitrária, mesmo com apresentação de documentação completa, incluindo CID, laudo assinado por profissional e justificativa clínica.
“Havia uma recomendação do TCM de que esse serviço não poderia ser terceirizado. No entanto, sob o pretexto de reduzir despesas, a prefeitura, em vez de revisar contratos e aditivos, escolheu o servidor como alvo dos cortes e da precarização. Estamos lidando com uma política pública que desumaniza o cuidado com a saúde e trata os servidores como números. É inadmissível que licenças sejam reduzidas sem critérios técnicos claros, colocando vidas em risco e ferindo frontalmente direitos constitucionais”, afirma a vereadora Aava Santiago.
Entre as situações relatadas estão:
•Redução de atestados psiquiátricos de 30 para 15 dias, sem justificativa técnica;
•Negativa de atendimento a servidores acamados;
•Atrasos na marcação de perícias e falta de retorno sobre a validade dos atestados;
•Descontos salariais decorrentes de faltas consideradas justificadas pelos profissionais de saúde;
•Utilização da quantidade de licenças negadas como critério de produtividade no contrato com o SESI.
Segundo a vereadora, a situação é ainda mais grave porque relatos de servidores apontam para constrangimentos, desconfiança sistemática e exposição vexatória, caracterizando possível prática de assédio institucional.
“O que deveria ser um serviço de acolhimento e respeito à saúde virou uma ferramenta de pressão, de descrédito e punição. E, pior, com metas contratuais baseadas na negação de direitos. Isso é cruel e precisa parar”, denuncia Aava.
A parlamentar também chama atenção para a tentativa de ampliação do contrato com o SESI para atuar em processos de reabilitação e readaptação funcional dos servidores, mesmo com a existência de equipe técnica própria na Prefeitura. “É uma terceirização injustificável, que encarece o serviço e piora o atendimento”, afirma.
O procurador responsável pelo caso destacou que os fatos apresentados configuram, em tese, lesão a direitos sociais coletivos, legitimando a atuação do MPT conforme previsto na Constituição Federal e na Lei Orgânica do Ministério Público da União.
“A abertura deste inquérito é uma vitória importante dos servidores públicos municipais, que vêm enfrentando uma gestão desumana em momentos de fragilidade. Que o MPT possa cumprir seu papel e corrigir essa distorção que penaliza quem mais precisa de amparo”, conclui Aava Santiago.
A vereadora anexou à denúncia documentos, laudos médicos e relatos de servidores que reforçam a gravidade da situação e justificam a necessidade de investigação rigorosa por parte dos órgãos de controle.
Publicado por:
Nerildo e Nerivan
Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.
Saiba MaisNossas notícias
no celular
Receba as notícias do Nerildo e Nerivan no seu app favorito de mensagens.
Telegram
Whatsapp
Facebook
