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Um barco com seis atletas de futsal naufragou na tarde desta terça-feira (13) no Rio Jordão, no interior do Acre, e um dos jogadores desapareceu nas águas. A vítima é Jonatas Fadell Neve, conhecido como Poeta, atleta do time Nápoles, que seguia para disputar a Copa São Sebastião, competição que começa nesta terça e segue até a próxima segunda-feira (19).
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Tarauacá, cidade de onde a embarcação saiu, o jogador não usava colete salva-vidas e não sabia nadar. Até o fim da tarde, não havia registro de resgate.
Os atletas viajavam em duas embarcações. Em uma delas estavam seis jogadores, que acabaram se envolvendo no acidente. Os outros cinco conseguiram nadar até a margem do rio e sobreviveram. O segundo barco, que vinha logo atrás com o restante da equipe, não foi atingido.
Segundo informações repassadas pelo tenente João Gonzaga, do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu nas proximidades da Comunidade do Tabocau, quando a embarcação atingiu um balseiro — grande acúmulo de troncos e galhos comum neste período de cheia dos rios amazônicos.
“O rio está enchendo, a navegação fica muito comprometida. O barco bateu no balseiro e virou. Infelizmente, um dos atletas desapareceu”, explicou o tenente. Ainda segundo ele, a maioria dos jogadores não usava colete salva-vidas no momento do acidente.
A equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros foi acionada, mas, devido às condições do rio e ao horário, as buscas subaquáticas devem começar apenas na manhã de quarta-feira (14). “Os mergulhadores chegam ainda hoje à noite, mas o mergulho só será feito pela manhã, por segurança”, afirmou Gonzaga.
O presidente do time Nápoles, Claudiomar da Silva, que estava em outra embarcação, relatou que tudo aconteceu muito rápido. Ele seguia para o município do Jordão quando soube do naufrágio e enviou vídeos mostrando os barcos no rio e atletas de outras equipes aguardando resgate às margens.
Após o acidente, a prefeitura do Jordão encaminhou botes para retirar os jogadores da área e levá-los até a zona urbana do município. A cidade é de difícil acesso, e o transporte fluvial é o principal meio de locomoção, especialmente durante o inverno amazônico.
O caso reacende o alerta sobre os riscos da navegação em rios da região sem o uso de equipamentos de segurança, principalmente em períodos de cheia, quando balseiros se tornam frequentes e aumentam o risco de acidentes graves.
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