Uma intensa bolha de ar quente volta a ganhar força sobre a América do Sul e deve provocar uma nova sequência de dias escaldantes no Brasil. A massa de ar quente, que atua entre o norte da Argentina e o Paraguai, avança sobre o território brasileiro e eleva as temperaturas de forma gradual ao longo desta semana, atingindo pelo menos sete estados.

De acordo com dados divulgados pela plataforma de meteorologia Meteored, os termômetros podem registrar máximas próximas ou até mesmo superiores aos 40°C em algumas regiões, especialmente na quinta-feira (5), quando o fenômeno deve alcançar seu pico de intensidade.

O aquecimento será sentido principalmente nos estados do Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o calor deve atingir diversas cidades, inclusive áreas que já vinham enfrentando temperaturas elevadas nas últimas semanas. No Paraná, o destaque é para a região Noroeste, onde as máximas podem se aproximar dos 40°C.

Leia Também:

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul está entre os estados mais impactados, com previsão de calor intenso e sensação térmica ainda mais elevada devido à baixa umidade do ar. O sul do Mato Grosso também entra na área de influência da bolha de ar quente.

Já no Sudeste, o extremo oeste de São Paulo e áreas do oeste de Minas Gerais, especialmente na região do Alto Paranaíba, devem enfrentar dias consecutivos de forte calor.

Segundo os meteorologistas, a atuação dessa massa de ar quente impede a formação de nuvens e reduz a ocorrência de chuvas significativas. Com céu mais aberto e maior incidência de radiação solar, as temperaturas sobem rapidamente durante o dia e permanecem elevadas até o início da noite.

A previsão indica que os termômetros podem ficar, em média, 3°C ou mais acima do normal para esta época do ano. Em áreas urbanas, o calor tende a ser ainda mais intenso por causa do efeito das ilhas de calor, fenômeno comum em grandes cidades, onde o concreto e o asfalto acumulam energia térmica ao longo do dia.

Além do desconforto térmico, especialistas alertam para os riscos à saúde. A exposição prolongada ao sol e às altas temperaturas pode provocar desidratação, queda de pressão, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

A orientação é reforçar a ingestão de líquidos, evitar atividades físicas nos horários de pico de calor — entre 10h e 16h —, usar roupas leves e buscar ambientes ventilados ou climatizados sempre que possível.

Mudança no tempo a partir de sexta-feira

A tendência é que o cenário comece a mudar a partir de sexta-feira (6), quando uma massa de ar frio deve avançar pelo Sul do país. A chegada desse sistema deve provocar queda nas temperaturas inicialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de favorecer o aumento da nebulosidade e a ocorrência de pancadas de chuva isoladas.

Mesmo assim, nos demais estados atingidos pela bolha de ar quente, o calor ainda deve persistir por mais alguns dias. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, pode continuar registrando máximas próximas dos 40°C até o fim de semana.

Entre sábado (7) e domingo (8), a massa de ar frio deve avançar com mais intensidade, alcançando outras áreas do Sul e parte do Sudeste, encerrando gradualmente a onda de calor e promovendo uma redução mais ampla das temperaturas.

Até lá, a recomendação é atenção redobrada com a saúde e acompanhamento constante das atualizações meteorológicas, já que variações locais podem ocorrer conforme a evolução dos sistemas atmosféricos.