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Um casal foi condenado a penas que, somadas, ultrapassam 360 anos de prisão por crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil em Morrinhos, no sul de Goiás. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), pelo menos dez crianças foram vítimas dos crimes, cometidos entre 2021 e julho de 2025.
As vítimas tinham entre 3 e 7 anos na época dos abusos. De acordo com o MPGO, o casal utilizava a própria filha para atrair outras crianças até a residência da família, no Setor São Francisco de Assis.
A mulher oferecia serviços de babá para mães da região e também recebia crianças em casa. Outra forma utilizada pelo casal era convidar amigas da filha para brincar no imóvel. Os abusos aconteciam enquanto as crianças estavam sob os cuidados dos dois.
A investigação começou depois que a própria filha do casal encontrou mensagens no celular da mãe. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o pai enviava mensagens pedindo que a menina tirasse fotos nua. A criança mostrou o conteúdo para uma tia e para a avó, que comunicaram o caso às autoridades.
Com a autorização judicial para quebra do sigilo dos celulares, os investigadores encontraram centenas de horas de gravações relacionadas aos crimes. O material incluía registros dos abusos cometidos contra as vítimas.
A Justiça condenou a mulher a 159 anos e 17 dias de reclusão, além de 270 dias-multa. O homem recebeu pena de 204 anos, quatro meses e dez dias de reclusão, além de 342 dias-multa.
Além das penas de prisão, o casal perdeu o poder familiar em relação aos filhos. A decisão também determinou o pagamento de indenizações às vítimas. Cada criança vítima de crime sexual deverá receber R$ 30 mil, enquanto aquelas que tiveram imagens armazenadas pelos condenados terão direito a R$ 10 mil.
A Justiça determinou ainda que todas as vítimas recebam acompanhamento psicológico.
Os dois réus estão presos desde outubro de 2025, quando foram presos em flagrante. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), ainda cabe recurso contra a sentença.
Como os nomes dos condenados não foram divulgados, não foi possível localizar as respectivas defesas para manifestação.
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