A Polícia Civil divulgou imagens que mostram dois suspeitos carregando a mala onde foi encontrado o corpo de um homem de 37 anos, em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. O cadáver foi localizado no dia 11 de setembro, após moradores perceberem um forte cheiro vindo de um lote no Setor Residencial Florença.

Segundo a investigação, duas pessoas foram presas temporariamente e um terceiro suspeito continua foragido. Um menor de idade ainda não foi ouvido e uma mulher apontada como tendo participação menor no crime foi ouvida como testemunha.

O corpo encontrado dentro da mala foi identificado como sendo de um homem de 37 anos. De acordo com a Polícia Civil, ele teria sido estrangulado. A investigação aponta que os suspeitos teriam utilizado um fio de carregador de celular para cometer o crime.

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Segundo a delegada Carla de Bem, os suspeitos afirmaram que não conheciam a vítima e que o homem os teria convidado para beber. Ainda conforme o relato apresentado à polícia, durante a permanência na residência, a vítima teria tentado abusar da filha de dois anos de um dos casais envolvidos.

A polícia, no entanto, investiga se essa versão corresponde à verdadeira motivação do crime. Uma das hipóteses analisadas é a de latrocínio, já que os suspeitos teriam trocado a motocicleta da vítima por um carro.

Ainda segundo a investigação, um dos suspeitos estaria utilizando um celular que pertencia à vítima. O aparelho teria sido formatado e, conforme o relato dos investigados, continha imagens de menores.

A mulher ouvida pela polícia relatou que, após a vítima sair do banheiro, os envolvidos teriam utilizado um fio de carregador para estrangulá-la. Ao perceberem que o homem ainda estava vivo, teriam cortado os pulsos dele. Depois, segundo o depoimento, colocaram o corpo dentro da mala e abandonaram o objeto no lote.

A localização dos suspeitos ocorreu após a polícia reunir informações sobre a vítima e rastrear a motocicleta que pertencia a ela. De acordo com o tenente-coronel Lívio Oliveira, os investigadores utilizaram um sistema de inteligência artificial para identificar o veículo.

A vítima trabalhava em uma empresa terceirizada responsável por entregas para uma rede de farmácias e utilizava a motocicleta durante o serviço. Após identificar o veículo, os policiais acompanharam sua movimentação e localizaram a pessoa que estava conduzindo a moto.

O condutor informou que havia trocado um carro pela motocicleta. A partir dessa informação, a polícia chegou ao local onde estavam dois capacetes pertencentes à vítima e identificou possíveis envolvidos no crime.

As prisões dos dois suspeitos ocorreram no domingo (20). A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar todos os envolvidos e determinar a verdadeira motivação do crime.