Um eclipse lunar total marcou a madrugada e a manhã desta terça-feira (3), colorindo o céu com o espetáculo conhecido como “Lua de sangue”. O fenômeno ocorre quando há alinhamento perfeito entre o Sol, a Terra e a Lua, fazendo com que o planeta projete sua sombra sobre o satélite natural.

O eclipse só pode acontecer durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua entra completamente na parte mais escura da sombra da Terra, chamada umbra, ocorre o eclipse total. É nesse momento que ela adquire o tom avermelhado intenso que chama a atenção de observadores em várias partes do mundo.

No Brasil, o fenômeno foi visto apenas de forma parcial e com limitações. Como o eclipse aconteceu enquanto já era dia em boa parte do país, a observação ficou restrita às primeiras horas da manhã e, em muitos locais, foi perceptível apenas como uma leve penumbra no céu.

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O eclipse teve início às 5h44, no horário de Brasília. A fase total, quando a Lua ficou completamente imersa na sombra da Terra, ocorreu entre 8h04 e 9h03. O fenômeno terminou às 11h23, após a conclusão de todas as etapas do alinhamento.

Quem não conseguiu observar a olho nu pôde acompanhar transmissões ao vivo realizadas por observatórios internacionais, como o Observatório Griffith, na Califórnia, que exibiu todas as fases do eclipse em tempo real.

Imagens registradas em diferentes partes do mundo mostram a intensidade da coloração avermelhada. Em Porto Alegre, fotógrafos captaram a Lua com tom rubro por volta das 5h da manhã, ainda antes do amanhecer completo. Já em Bangkok, o fenômeno foi visto próximo ao horizonte durante a noite local, com o satélite destacando-se sobre a paisagem urbana.

A visibilidade variou conforme o fuso horário. O eclipse pôde ser acompanhado ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite na região do Pacífico e no início da manhã na América do Norte e Central.

Por que a Lua fica vermelha?

Mesmo totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece. Isso ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite. Durante essa passagem, a luz sofre espalhamento — processo físico que também explica por que o céu é azul durante o dia e avermelhado ao pôr do sol.

Os comprimentos de onda mais curtos, como o azul e o violeta, são mais dispersos pela atmosfera. Já os tons avermelhados conseguem atravessar com mais facilidade e acabam sendo desviados em direção à Lua, iluminando sua superfície com a coloração característica da chamada “Lua de sangue”.

O fenômeno é considerado seguro para observação a olho nu e não exige equipamentos especiais. Ainda assim, binóculos e telescópios permitem visualizar com mais detalhes as nuances de cor e as características da superfície lunar durante o eclipse.

Lua de sangue
Lua de sangue