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A ampliação da Avenida Leste-Oeste, uma das principais intervenções de mobilidade urbana planejadas para Goiânia, continua cercada por incertezas. Mesmo após anos de obras, inaugurações parciais e investimentos públicos, diversos trechos permanecem sem execução ou sem definição de cronograma, impedindo a conclusão de um corredor viário considerado estratégico para melhorar o trânsito da capital e integrar municípios da Região Metropolitana.
O projeto foi concebido para criar uma importante ligação entre diferentes regiões de Goiânia, além de ampliar a conexão com cidades vizinhas como Trindade e Senador Canedo. No entanto, entraves envolvendo desapropriações, questões contratuais e dependência de autorizações de órgãos federais continuam dificultando o avanço dos trabalhos.
Um dos principais obstáculos está localizado na região da Avenida Castelo Branco. O viaduto que deveria garantir a fluidez do tráfego naquele ponto permanece com as obras paralisadas desde julho de 2024. A interrupção ocorreu em razão de impasses contratuais envolvendo a execução do empreendimento, considerado uma das estruturas mais importantes de todo o projeto de expansão da avenida.
Embora parte do corredor já tenha sido entregue à população, o trecho inacabado continua gerando impactos para motoristas que utilizam diariamente a região oeste da cidade. A expectativa de que a estrutura fosse concluída rapidamente acabou sendo frustrada diante das dificuldades enfrentadas durante a execução da obra.
No lado oeste da expansão, a Prefeitura de Goiânia avançou recentemente em processos de desapropriação necessários para a continuidade das intervenções na região do Vera Cruz. A medida permitirá a ampliação do sistema viário e a construção de uma ponte que deverá prolongar a Avenida Noel Rosa.
Apesar desse avanço administrativo, ainda não existe definição para a continuidade da ligação até Trindade. Um dos trechos considerados fundamentais para a conclusão do corredor, localizado entre a GO-469 e a Rua VC-54, permanece sem previsão de início das obras.
Já o segmento compreendido entre a Rua VC-54 e a Avenida Washington continua dependendo da conclusão de desapropriações. Somente após a finalização desses procedimentos o município poderá executar as intervenções previstas para o local.
Na região central da capital, parte importante da expansão já foi concluída nos últimos anos. A ligação entre a Rua 74 e a Rua 200 foi entregue anteriormente, assim como o Viaduto da Moda, construído sobre a Marginal Botafogo e inaugurado para melhorar a circulação de veículos em uma das áreas mais movimentadas da cidade.
Mesmo assim, outros pontos permanecem sem definição. O trecho entre a Rua 200 e a Rua 402, na Vila Viana, depende da desapropriação de aproximadamente 126 imóveis. Enquanto esse processo não for concluído, não há previsão para o início das obras naquela região.
Outro gargalo identificado no projeto é a futura construção de um viaduto no cruzamento com a 5ª Avenida. A estrutura ainda aguarda elaboração de projeto executivo e abertura do processo licitatório, etapas consideradas indispensáveis para o início da obra.
No sentido leste, em direção a Senador Canedo, parte da infraestrutura prevista já foi implantada. Entretanto, alguns segmentos ainda funcionam em pista simples, o que limita o potencial de melhoria no fluxo de veículos e reduz os benefícios esperados com a ampliação completa da avenida.
Uma das etapas mais complexas envolve a travessia sobre a BR-153. O trecho continua em análise e depende de estudos técnicos e autorizações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres. A definição sobre esse ponto é considerada fundamental para garantir a continuidade do corredor viário em direção à região leste da capital.
Além disso, o segmento localizado entre a Avenida Skoda e a Avenida das Cerâmicas também enfrenta dificuldades. Nesse caso, ainda são necessárias desapropriações e definições sobre a forma de contratação da obra antes que qualquer intervenção possa ser iniciada.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana informou que acompanha permanentemente o cronograma dos serviços e destacou que alterações podem ocorrer conforme o andamento das etapas, condições climáticas e outras demandas operacionais relacionadas à execução das obras.
A pasta também esclareceu que os projetos relacionados à travessia da BR-153 continuam em fase de estudos e tratativas junto aos órgãos competentes. Segundo a secretaria, eventuais empresas contratadas que descumpram obrigações previstas em contrato podem ser notificadas e penalizadas conforme a legislação vigente.
Enquanto os desafios persistem, a expansão da Avenida Leste-Oeste continua sendo considerada uma das principais prioridades da infraestrutura viária de Goiânia. A expectativa da população é que os entraves sejam solucionados para que a obra possa finalmente cumprir seu objetivo de ampliar a mobilidade urbana, reduzir congestionamentos e melhorar a integração entre diferentes regiões da capital e cidades vizinhas.
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