Um gerente financeiro de uma empresa do ramo agrícola, em Itumbiara, no sul de Goiás, foi preso suspeito de utilizar um cartão corporativo para realizar mais de R$ 65 mil em gastos pessoais. Entre as despesas identificadas pela investigação estão pagamentos em bares, adegas, hotéis e outros estabelecimentos.

A prisão ocorreu na segunda-feira (24), após uma investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo a corporação, o funcionário teria utilizado irregularmente o cartão da empresa durante meses.

O primeiro gasto considerado irregular foi identificado no dia 10 de outubro de 2025. De acordo com as informações apuradas, a transação ocorreu em um bar e restaurante e teve o valor de R$ 239.

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A situação passou a chamar a atenção da empresa, que iniciou uma investigação interna após identificar gastos considerados elevados no setor sob responsabilidade do funcionário.

O suspeito atuava como gerente financeiro e trabalhava na empresa havia pouco mais de um ano.

Última compra foi registrada no domingo

Segundo a investigação, a última transação identificada antes da prisão ocorreu no domingo (23), no valor de R$ 50, em um posto de combustíveis.

Após a conclusão da apuração interna, a empresa acionou o Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Itumbiara.

A Polícia Civil deu continuidade às investigações e, segundo a corporação, confirmou a existência das irregularidades relacionadas à utilização do cartão corporativo.

Durante o depoimento, ainda conforme a polícia, o funcionário confessou que utilizou o cartão da empresa para realizar despesas pessoais.

O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar a defesa dele para manifestação sobre o caso.

Investigado deve responder por apropriação indébita

A Polícia Civil informou que o funcionário deverá responder pelo crime de apropriação indébita.

De acordo com a legislação brasileira, a pena prevista para esse crime pode variar de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

O caso continua sob responsabilidade das autoridades, e a investigação deverá seguir para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas aos gastos e à utilização do cartão corporativo.