O ministro Gilmar Mendes publicou no X na tarde desta segunda uma nota firme defendendo a atuação do ministro Dias Toffoli na relatoria do processo envolvendo o Banco Master. Gilmar diz que a condução de Toffoli foi analisada pela Procuradoria-Geral da República, que concluiu que não há motivos para que ele seja afastado da relatoria. A mensagem busca trazer calma à discussão e ressaltar a importância de respeitar as etapas institucionais.

Segundo Gilmar, Toffoli tem uma trajetória de compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. Para ele, no exercício da jurisdição, o ministro observa o devido processo legal — e esse trabalho já foi validado pela PGR, que reconheceu que a permanência de Toffoli no caso é regular. O decano ressaltou ainda que a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias são condições necessárias para manter a confiança da sociedade nas instituições públicas.

A defesa pública de Toffoli pelo decano acontece em um ambiente de pressão e críticas públicas sobre a relatoria. Alguns setores têm questionado se Toffoli deveria se afastar, mas a nota de Gilmar mira justamente reforçar que o ordenamento jurídico e as análises internas foram cumpridos. Ele sublinha que a estabilidade institucional passa por respeitar as funções e etapas já estabelecidas.

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Na última quinta-feira, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, também falou sobre o tema, elogiando a atuação de Toffoli. Fachin afirmou que o Supremo vem atuando com base na guarda da Constituição, no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, além de respeitar os campos de atuação do Ministério Público e da Polícia Federal. Para Fachin, essa é a regular supervisão judicial que tem sido feita pelo relator no âmbito da Suprema Corte.

Com as declarações de dois dos principais ministros do STF, o foco se desloca um pouco da polêmica sobre a relatoria para uma defesa clara da integridade do processo e da necessidade de as instituições falarem entre si dentro dos parâmetros legais. A mensagem que sai é que qualquer tentativa de deslegitimar um relator sem base técnica ou jurídica fragiliza o sistema e pode gerar precedentes problemáticos no futuro.

Enquanto isso, nos bastidores, o julgamento segue sua tramitação normal, e o próprio Toffoli mantém seu papel como relator, cuidando das fases processuais e das decisões que competem à Suprema Corte no caso do Banco Master. A temperatura política em torno do tema segue alta, mas as recentes manifestações públicas de apoio aos passos adotados por Toffoli trazem um contraponto institucional forte ao debate.