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O empresário Luciano Hang criticou um grafite feito no Viaduto Iris Rezende Machado, em Goiânia, e classificou a intervenção como pichação. Após a repercussão de um vídeo publicado por ele nas redes sociais, o artista conhecido como Smith Art Tattoo, autor da pintura, afirmou que passou a receber ameaças junto com familiares.
A polêmica começou depois que Hang divulgou um vídeo comentando sobre a pintura feita no muro do viaduto. O empresário disse que a intervenção ocorreu sem autorização e criticou o que chamou de vandalismo urbano.
No vídeo, ele afirmou que o artista teria realizado a pintura acompanhado de um menor de idade. Ao comentar o caso, Hang também fez críticas à presença de pichações em cidades brasileiras e defendeu leis mais rígidas contra esse tipo de prática.
“Viajo por todo o país e vejo muitas cidades pichadas. É uma vergonha”, declarou o empresário ao abordar o assunto.
O muro do viaduto havia sido pintado anteriormente no final de janeiro deste ano. Na ocasião, Hang participou da ação ao lado do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, pouco antes da inauguração de uma unidade da rede varejista Havan na capital goiana.
Após a repercussão do vídeo, o artista Smith Art Tattoo decidiu se manifestar publicamente. Ele contestou as críticas feitas por Hang e afirmou que grafite é uma forma de arte urbana reconhecida, diferente de pichação.
Em declaração ao Jornal Opção, o artista disse que ficou surpreso com a repercussão do caso e relatou que ele e seus familiares passaram a receber ataques nas redes sociais.
Segundo Smith, a situação gerou preocupação dentro de casa. Ele afirmou que a esposa e outros parentes também foram alvo de mensagens agressivas após a divulgação do vídeo.
O artista contou que trabalha com grafite desde 2005 e que a arte de rua foi um caminho que encontrou para construir uma carreira longe da criminalidade. Ele destacou que muitos jovens de periferia encontram na arte urbana uma forma de expressão cultural e também uma alternativa social.
Smith também criticou o fato de o muro do viaduto ter sido pintado de cinza anteriormente, cobrindo trabalhos de diversos artistas que já haviam feito grafites no local.
De acordo com ele, entre as obras apagadas estavam trabalhos de artistas reconhecidos nacional e internacionalmente, alguns com carreira consolidada no mercado de arte.
“Aquele muro tinha vários artistas conceituados internacionalmente, pessoas que vendem telas caríssimas e que tinham obras ali. Ele simplesmente foi lá e pintou tudo de cinza”, afirmou.
Apesar das críticas feitas por Hang e da repercussão nas redes sociais, o artista disse que até o momento não recebeu nenhuma notificação ou intimação judicial relacionada ao caso.
Sobre as ameaças que afirma estar sofrendo, Smith disse que pretende procurar a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos para registrar um boletim de ocorrência e pedir investigação sobre os ataques virtuais.
A polêmica reacendeu o debate sobre os limites entre grafite e pichação e sobre a ocupação artística de espaços urbanos na capital goiana.
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