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Uma forte chuva provocou cenas de desespero em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, na tarde de quinta feira, dia 29. Uma mulher de 22 anos e a filha, de apenas 7 anos, foram arrastadas por uma enxurrada que se formou rapidamente em uma rua da cidade. Toda a situação foi registrada por câmeras de segurança instaladas na região.
As imagens mostram mãe e filha sendo levadas pela correnteza que descia com grande velocidade. Em poucos segundos, as duas perdem o equilíbrio e passam a ser arrastadas pela água da chuva, sem conseguir se segurar em postes, muros ou veículos próximos. O volume de água impressiona e evidencia a força da enxurrada formada após a tempestade.
Ao perceber a situação, um comerciante que estava próximo correu para tentar ajudar as vítimas. No entanto, ao se aproximar, ele também acabou escorregando e sendo levado pela correnteza por alguns metros. Apesar da tentativa de resgate, a força da água impediu qualquer ação imediata e aumentou ainda mais o risco no local.
Segundo apuração da TV Anhanguera, a ocorrência aconteceu por volta das 13h44. Após serem retiradas da enxurrada, mãe e filha apresentavam ferimentos nas costas e escoriações pelo corpo. Elas foram encaminhadas para o Hospital Santa Maria, em Brasília, onde receberam atendimento médico. O comerciante sofreu apenas ferimentos leves e não precisou de internação.
O Corpo de Bombeiros informou que não chegou a atender a ocorrência. A Prefeitura de Valparaíso de Goiás foi procurada para esclarecer se o atendimento foi realizado pelo Samu, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem. Os nomes das vítimas não foram divulgados e, por isso, o estado de saúde detalhado não pôde ser atualizado.
Moradores da região relatam que alagamentos e enxurradas são frequentes durante períodos de chuva intensa. Eles afirmam que a falta de drenagem adequada contribui para a formação de correntes de água fortes, colocando em risco pedestres, comerciantes e motoristas que circulam pelo local.
O caso reacende o alerta para os perigos das chuvas intensas e reforça a necessidade de ações preventivas por parte do poder público, principalmente em áreas urbanas onde a infraestrutura não acompanha o crescimento da cidade.
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