Espaço para comunicar erros nesta postagem
Cerca de 30 passageiros de um ônibus da empresa Rota do Mar denunciam que estão há mais de um dia parados em uma rodovia de Goiás, após o veículo apresentar duas panes mecânicas durante uma viagem entre São Paulo e o Maranhão. Entre os passageiros há crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde, que afirmam não ter recebido água, alimentação ou qualquer outro tipo de assistência.
A viagem começou na segunda-feira (29), com saída do Terminal Barra Funda, em São Paulo. O primeiro problema ocorreu por volta das 3h da madrugada de terça-feira (30), em Petrolina de Goiás. O ônibus permaneceu parado por aproximadamente 14 horas e só voltou a seguir viagem no fim da tarde.
No entanto, cerca de duas horas depois, o veículo voltou a apresentar defeito mecânico e parou novamente na GO-238, em São Luís do Norte, onde permanece desde então.
Segundo os passageiros, a situação se agravou porque a empresa optou por reparar o ônibus no local, em vez de disponibilizar outro veículo para concluir a viagem.
"Não deram nenhuma assistência. Dormimos dentro do ônibus desligado. Tem crianças, idosos e pessoas passando mal. Estamos aqui jogados", relatou um dos passageiros.
De acordo com os relatos, o motorista teria solicitado à empresa o envio de outro ônibus, mas recebeu a informação de que o custo da operação seria elevado e, por isso, a decisão foi realizar o conserto do veículo.
Os passageiros afirmam ainda que uma mulher com problemas de saúde passou a noite bastante debilitada e que várias crianças choraram durante a longa espera.
A Polícia Militar chegou a ser acionada para acompanhar a situação. Enquanto isso, mecânicos trabalharam durante horas para retirar uma peça da embreagem que precisaria ser substituída.
Empresa se manifesta
Em um áudio encaminhado aos passageiros, o proprietário da Rota do Mar, Francisco Gonçalves, afirmou que as peças necessárias para o reparo já haviam sido compradas e pediu paciência aos passageiros.
Segundo ele, o conserto custaria cerca de R$ 7 mil entre peças e mão de obra. O empresário também justificou a demora alegando que o ônibus apresentou defeito em uma região distante e que a peça precisou ser adquirida em Goiânia.
Questionado sobre o motivo de não enviar outro ônibus para atender os passageiros, Francisco Gonçalves não respondeu até o fechamento da reportagem.
Como alternativa, a empresa informou que as passagens poderão ser remarcadas pelo prazo de até um ano.
Até a publicação desta matéria, o ônibus permanecia parado, sem previsão oficial para retomar a viagem.
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se