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O piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, preso após fazer um pouso forçado com um avião carregado de cocaína em Itarumã, no sudoeste de Goiás, já havia realizado outras duas viagens transportando drogas, segundo a Polícia Militar. Conforme a corporação, ele recebia R$ 70 mil por cada carregamento e foi contratado para realizar três viagens.
A defesa do piloto não foi localizada para comentar o caso.
De acordo com o coronel Heber Souza Bastos, do 5º Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, Henrique conseguiu concluir as duas primeiras viagens, mas a terceira terminou após o monomotor apresentar uma pane mecânica, obrigando o piloto a realizar um pouso forçado em uma área rural.
Segundo informações repassadas pela Polícia Federal à PM, a aeronave transportava aproximadamente 343 quilos de cocaína. A carga está avaliada em cerca de R$ 30 milhões.
O entorpecente havia sido embarcado em uma região do Mato Grosso, próxima à divisa com a Bolívia, e tinha como destino a região de Frutal, em Minas Gerais.
Após o pouso, o avião foi destruído por um incêndio. A suspeita da polícia é de que o próprio piloto tenha provocado o fogo para eliminar provas do crime. No local, os policiais encontraram um galão de combustível, reforçando a linha de investigação.
Ainda segundo a apuração, um funcionário de uma fazenda localizada a cerca de um quilômetro do local do pouso foi abordado pelo piloto. O trabalhador relatou que foi intimidado e obrigado a ajudá-lo a esconder a cocaína na mata, além de quebrar o próprio celular para impedir o registro de imagens ou informações sobre o ocorrido.
Durante o interrogatório, Henrique confessou que havia sido contratado pelo proprietário da aeronave para realizar três viagens transportando drogas. Conforme a Polícia Militar, ele já havia concluído as duas primeiras e receberia R$ 70 mil por cada uma delas.
O piloto foi localizado e preso na madrugada de quinta-feira (16), cerca de cinco quilômetros do ponto onde ocorreu o pouso forçado. Conforme a investigação, ele estava escondido em uma área de mata aguardando a chegada do pai, que iria buscá-lo para facilitar sua fuga.
Os policiais descobriram que Henrique havia conseguido contato com familiares e combinaram uma estratégia para surpreendê-lo. O pai faria um sinal com os faróis do carro para indicar que era seguro deixar o esconderijo. Sabendo disso, os militares reproduziram o mesmo sinal luminoso. Ao acreditar que era o familiar, o piloto saiu da mata e acabou preso.
O caso segue sob investigação para identificar os demais envolvidos no esquema de tráfico internacional de drogas, incluindo o proprietário da aeronave e outros possíveis integrantes da organização criminosa.
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