Espaço para comunicar erros nesta postagem
A empresária Rebeca Sousa de Melo, de 29 anos, foi morta a facadas durante uma cobrança de uma dívida que, segundo a Polícia Civil, não era dela, mas de um dos irmãos. O crime aconteceu no dia 3 de julho, no bairro Guaíra, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e os dois suspeitos seguem foragidos.
Dona de uma loja online especializada na venda de joias em prata e mãe de duas crianças, Rebeca era conhecida pela família como uma mulher trabalhadora, dedicada aos filhos e sempre disposta a ajudar quem precisava. Segundo a irmã, Victória de Sousa, um dos maiores sonhos da empresária era conquistar estabilidade financeira para proporcionar uma vida melhor aos filhos e à mãe.
Além disso, as duas planejavam realizar sonhos juntas, como conhecer o Rio de Janeiro e abrir uma loja de açaí. Nas redes sociais, familiares e amigos prestaram homenagens destacando a personalidade acolhedora de Rebeca e lamentando a morte precoce da empresária.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a dívida que motivou a discussão era de aproximadamente R$ 400 e teria sido contraída por um dos irmãos de Rebeca durante a compra de drogas. O delegado responsável pelo caso, Vinícius Máximo, informou que a empresária não possuía qualquer responsabilidade pelo débito.
Segundo a investigação, o suspeito Breno Cesar de Sousa Rodrigues foi até o local para cobrar o dinheiro. Durante a conversa, Rebeca explicou que não tinha condições de pagar naquele momento e, na tentativa de evitar uma situação mais grave, ofereceu o próprio celular como garantia da dívida.
Ainda conforme a polícia, Breno recusou a proposta, quebrou o celular da empresária e tomou um tablet que estava com ela. Quando Rebeca tentou recuperar o aparelho, acabou sendo atingida por duas facadas na região do tórax.
A violência aconteceu diante de um dos filhos da vítima e também da irmã dela, que tentou impedir a agressão e acabou sendo ferida. Ela sobreviveu aos ferimentos.
Testemunhas relataram à Polícia Civil que, durante o ataque, Maria Clara Noronha, companheira de Breno, teria incentivado as agressões, gritando frases como "quem não paga tem que morrer". Para a investigação, ela participou da ação criminosa e fugiu com o suspeito logo após o assassinato.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois investigados. Os mandados já foram expedidos pela Justiça, mas, segundo o delegado, até a manhã desta sexta-feira (17), o casal ainda não havia sido localizado.
As autoridades pedem que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada, de forma anônima, por meio do telefone 197 da Polícia Civil.
Para a família, Rebeca foi vítima de uma tragédia causada por uma dívida que não era sua. Os parentes afirmam que ela apenas tentou evitar uma confusão e acabou sendo morta ao defender seus próprios pertences.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha para localizar os suspeitos e concluir o inquérito.
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se