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A Prefeitura de Ipojuca determinou a suspensão do funcionamento de uma barraca localizada na praia de Porto de Galinhas após a agressão a um casal de turistas de Mato Grosso. A interdição do estabelecimento será válida por sete dias e inclui o afastamento preventivo dos funcionários envolvidos no episódio, até a conclusão das investigações policiais.
O caso ocorreu em uma das áreas mais movimentadas da praia e envolveu os empresários Jhonny Andrade e Cleiton Zanatta, que estavam de férias no litoral pernambucano. Segundo relato das vítimas, a confusão teve início após um desacordo comercial relacionado ao aluguel de cadeiras e guarda-sol.
De acordo com os turistas, o serviço foi ofertado inicialmente pelo valor de R$ 50. No entanto, no momento do pagamento, o preço teria sido elevado para R$ 80. A recusa em pagar o valor maior provocou uma discussão que rapidamente evoluiu para agressões físicas.
Vídeos gravados por testemunhas e divulgados nas redes sociais mostram o casal sendo cercado por comerciantes e atacado com socos, chutes e objetos. As imagens tiveram ampla repercussão e motivaram a adoção de medidas administrativas por parte do município.
Segundo a Polícia Civil, ao menos 14 pessoas envolvidas na ocorrência já foram identificadas. Os suspeitos deverão ser ouvidos nos próximos dias, e o material audiovisual está sendo analisado para auxiliar na apuração dos fatos e na individualização das condutas.
Em nota oficial, a Prefeitura de Ipojuca informou que a suspensão da barraca integra um conjunto de ações emergenciais adotadas para preservar a ordem pública na orla e garantir a apuração adequada do caso. Entre as medidas anunciadas estão o reforço da fiscalização municipal, ampliação do efetivo da Guarda Municipal, intensificação da atuação da Secretaria de Meio Ambiente e ações para coibir práticas irregulares por comerciantes da região.
O município também informou que será intensificada a fiscalização quanto ao cumprimento das normas de funcionamento das barracas, incluindo a proibição de cobranças indevidas, exigência de consumação mínima e atuação de trabalhadores sem autorização legal.
As vítimas relataram ainda que, no momento da agressão, não havia policiamento próximo e que a ajuda demorou a chegar. Eles registraram boletim de ocorrência e prestaram depoimento às autoridades. A proprietária da barraca envolvida foi procurada, mas informou que não irá comentar a decisão da prefeitura.
O episódio reacende o alerta sobre a necessidade de fiscalização constante em áreas turísticas de grande fluxo, especialmente durante períodos de alta temporada, quando o aumento no número de visitantes exige maior presença do poder público para evitar conflitos, abusos comerciais e situações de violência.
Porto de Galinhas é um dos principais destinos turísticos de Pernambuco e do Nordeste. Casos como este geram repercussão nacional e colocam em evidência a importância de regras claras, fiscalização efetiva e responsabilização dos envolvidos para preservar a segurança de moradores e visitantes.
As investigações seguem em andamento.
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