Quem está planejando corrida de rua, festa comunitária, evento esportivo, cultural ou qualquer movimentação que envolva fechar vias em Goiânia em 2026 precisa redobrar a atenção. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito, deixou claro que nada pode acontecer sem autorização prévia do órgão responsável pelo trânsito da capital.

A regra vale para qualquer atividade que interfira na circulação de veículos e pedestres. E não adianta achar que, por ser dentro de um espaço particular, não precisa avisar. Se o evento gerar impacto do lado de fora, como aumento do fluxo de carros, necessidade de organizar estacionamento, mudanças na circulação ou risco à segurança viária, a secretaria também precisa ser comunicada.

Segundo a SET, o objetivo é avaliar com antecedência como aquele evento pode afetar a mobilidade da região. A análise técnica serve para definir rotas alternativas, reforçar a sinalização provisória, ajustar semáforos quando necessário e organizar o tráfego no entorno. A ideia é simples, evitar caos no trânsito e reduzir riscos para motoristas, pedestres e participantes.

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A exigência segue o que determina o Código de Trânsito Brasileiro. Pela legislação, qualquer evento em via pública depende de autorização do poder público, justamente para preservar a segurança viária, a fluidez do tráfego e a integridade de quem circula pela cidade.

Como fazer o pedido

O processo pode ser feito de forma online ou presencial. Pela internet, o organizador deve entrar no site oficial da Prefeitura de Goiânia, fazer um cadastro de usuário, acessar a área de serviços, procurar a parte de trânsito e mobilidade e selecionar a opção de solicitação de autorização para fechamento de rua. Depois, é só preencher as informações obrigatórias.

Também é possível resolver tudo nas unidades do Atende Fácil, para quem prefere atendimento presencial.

Em qualquer caso, o prazo mínimo é de 10 dias antes da data do evento. No pedido, é obrigatório informar endereço completo do local, data, horário de início e término da atividade e um telefone de contato do responsável. O acompanhamento do andamento e a emissão da autorização também são feitos pelo sistema.

O que pode ou não pode fechar

A secretaria já adiantou que existem limitações importantes. Não é permitido fechar vias que façam parte do sistema viário básico da cidade, especialmente corredores por onde passam linhas do transporte coletivo. Ou seja, não dá para bloquear avenidas estruturais e eixos principais sem comprometer o funcionamento da cidade inteira.

Dependendo do porte e do tipo do evento, o organizador também pode precisar de autorizações extras. Uso de som, por exemplo, pode exigir liberação da Agência Municipal do Meio Ambiente. Já eventos com grande concentração de público podem precisar de análise e autorização do Corpo de Bombeiros, por questões de segurança.

Uma dica importante dada pela própria Engenharia de Trânsito é apresentar mais de uma opção de local para o fechamento. Isso ajuda a equipe técnica a escolher o ponto que cause menos impacto para moradores, comércio e para quem só está tentando passar pela região.

Responsabilidade é de quem organiza

Outro ponto que muita gente esquece é que a responsabilidade pela sinalização do evento é do organizador. Isso inclui placas, cones, barreiras e toda a estrutura necessária para orientar motoristas e pedestres, sempre seguindo as normas técnicas definidas pela secretaria.

Se o evento acontecer sem autorização ou desrespeitar as regras impostas no documento liberado pela SET, a atividade pode ser embargada na hora. A via pode ser liberada imediatamente e os responsáveis ainda podem responder por irregularidades.

No fim das contas, a mensagem da Prefeitura é clara. Quer usar a rua para um evento, então precisa planejar direito, pedir autorização com antecedência e jogar junto com as regras da cidade. Assim todo mundo consegue circular com mais segurança e menos dor de cabeça.