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Um servidor da Câmara Municipal de São Luís de Montes Belos, no oeste de Goiás, é investigado pela Polícia Civil após ser filmado tentando beijar uma jovem aprendiz de 17 anos que trabalhava na Casa Legislativa. As imagens, que vieram a público nesta semana, mostram o assessor legislativo Carlos Eduardo Ribeiro se aproximando da adolescente e tentando beijá-la enquanto ela estava sentada atrás de um balcão. Na sequência, ele também aparece tentando colocar um cigarro eletrônico na boca da jovem.
O caso foi denunciado às autoridades na terça-feira (18) e passou a ser investigado pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam). Segundo a Polícia Civil, a investigação é sigilosa em razão da natureza dos fatos e do envolvimento de uma adolescente.
A situação ganhou repercussão depois que as imagens foram divulgadas pela TV Anhanguera. No vídeo, o servidor se aproxima da jovem e se inclina em direção a ela, numa tentativa de beijo. Em outro momento, ele muda de posição e tenta oferecer o cigarro eletrônico, chegando a aproximá-lo da boca da adolescente.
A mãe da jovem procurou a imprensa e afirmou que decidiu falar sobre o caso por considerar necessário proteger a filha. Segundo ela, após o episódio, a adolescente foi afastada das atividades na Câmara, enquanto o servidor permaneceu trabalhando normalmente.
“Eu não vou ficar calada como mãe. Eu tenho que proteger minha filha. Minha filha não é culpada hora nenhuma disso”, afirmou.
Ainda de acordo com a mãe, houve orientação para que a família mantivesse silêncio sobre o episódio, mas ela decidiu tornar a situação pública. “Ele não foi afastado do cargo até agora, a minha filha foi afastada. Me pediram sigilo ou silêncio, mas pra mim, isso é uma coisa que não vou me calar”, declarou.
Investigação é sigilosa
A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher e que, devido à natureza da ocorrência, os detalhes da investigação não podem ser divulgados neste momento.
O Ministério Público de Goiás também informou que o procedimento deverá tramitar em segredo de Justiça por envolver uma adolescente.
Até a última atualização das informações, não havia divulgação de eventual conclusão da investigação ou de medidas judiciais contra o servidor. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da abordagem registrada nas imagens e verificar eventual responsabilidade criminal e administrativa.
Servidor afirma que vídeo foi tirado de contexto
Procurado pela imprensa, Carlos Eduardo Ribeiro afirmou que ainda não havia sido oficialmente notificado sobre a investigação. O servidor também declarou que, em sua avaliação, o vídeo divulgado teria sido retirado de contexto.
A defesa do servidor não foi localizada para apresentar outros esclarecimentos.
A manifestação ocorre enquanto a Polícia Civil apura os fatos e a Câmara Municipal anuncia que também deverá realizar uma apuração administrativa.
Câmara anuncia providências
Em nota divulgada nesta quinta-feira (20), a Câmara Municipal de São Luís de Montes Belos afirmou que tomou conhecimento das imagens e das informações divulgadas pela imprensa, mas ressaltou que, até aquele momento, não havia recebido comunicação oficial das autoridades policiais sobre a abertura de eventual inquérito ou procedimento relacionado ao caso.
Mesmo assim, diante da repercussão e da natureza das denúncias, a Presidência da Casa informou que adotará as medidas administrativas consideradas cabíveis para apurar os fatos.
A Câmara afirmou ainda que qualquer procedimento deverá respeitar o devido processo legal e que não haverá antecipação de julgamento sobre a responsabilidade dos envolvidos.
A Casa Legislativa declarou que pretende tratar a situação com “seriedade, cautela e responsabilidade” e que está à disposição das autoridades competentes para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
O caso permanece sob investigação. Como a vítima é menor de idade, a apuração ocorre de forma sigilosa e informações que possam expor ou identificar a adolescente devem ser preservadas.
Apuração deve definir responsabilidades
Além da investigação policial, a situação poderá resultar em medidas administrativas dentro da própria Câmara Municipal, caso sejam constatadas condutas incompatíveis com as funções exercidas pelo servidor.
A divulgação das imagens também levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pela instituição após o episódio, principalmente diante da afirmação da mãe de que a adolescente teria sido afastada das atividades enquanto o servidor permaneceu trabalhando.
A Câmara, por sua vez, afirma que ainda não recebeu comunicação oficial das autoridades e que adotará as providências necessárias dentro dos limites administrativos.
Enquanto as apurações avançam, a responsabilidade pelos fatos ainda deverá ser estabelecida pelas autoridades competentes. O servidor é investigado e, até o momento, não há decisão judicial que determine sua culpa.
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