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Um grupo de turistas goianos que foi sequestrado no Paraguai já está em território brasileiro após passar por momentos de pânico e tortura psicológica nas mãos de policiais paraguaios corruptos. O trio formado por Jefferson Matheus Ferreira Alves Barbosa Santiago, sua namorada paraguaia e o amigo brasileiro Joaquim Francisco Itacarambi Neto foi abordado em uma série de barreiras enquanto seguia viagem na segunda-feira, dia 26 de janeiro, em direção a Carmen del Paraná. O que começou como uma exigência de propina de mais de um milhão de guaranis virou um sequestro, com a acusação falsa de tráfico internacional e exigência de dinheiro para que não fossem formalmente acusados.
Após serem levados à força para uma delegacia isolada na beira da estrada, os turistas foram mantidos algemados e sob pressão para enviar fotos aos familiares pedindo resgate, um verdadeiro esquema de extorsão com tortura psicológica. Eles passaram a noite sob custódia dos agentes, que chegaram a pedir 10 mil dólares para deixá-los livres. Jefferson conseguiu, na manhã seguinte, convencer dois policiais a levá-los até um hotel sob o pretexto de buscar o dinheiro, e dali conseguiu escapar em direção à Ponte da Amizade, onde buscou ajuda das autoridades paraguaias competentes.
Depois de contato com a polícia local, os quatro policiais envolvidos, incluindo o subchefe da Subcomisaria Nº 047, foram presos em flagrante. A fuga culminou na libertação do grupo, que ficou hospedado em hotéis por conta própria até serem escoltados pela Polícia Nacional paraguaia até a fronteira com o Brasil no início da tarde de 29 de janeiro de 2026. O trio ainda não recuperou seus pertences, incluindo o veículo alugado, e relatou dificuldade em compreender documentos que lhes foram apresentados, além de não contar com apoio jurídico no momento.
Autoridades brasileiras como o Ministério das Relações Exteriores por meio do Consulado-Geral em Ciudad del Este confirmaram que prestaram assistência consular, mantendo comunicação com autoridades paraguaias e acompanhando o retorno dos turistas. O Itamaraty reforçou que a assistência é oferecida conforme a legislação vigente e mediante contato dos interessados ou de suas famílias. A namorada paraguaia de Jefferson também segue para o Brasil, de acordo com relatos da família, ainda abalada pela experiência traumática.
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