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A enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão, viúva do tenente da Polícia Militar de Goiás Danilo Lopes Negrão, voltou a se pronunciar sobre a morte do marido e agradeceu o apoio recebido após compartilhar sua história nas redes sociais. Segundo ela, o objetivo sempre foi alertar outras pessoas sobre os riscos do vício em apostas esportivas on-line.
O relato ganhou grande repercussão depois que Raquel revelou como o marido desenvolveu dependência em plataformas de apostas durante a Copa do Mundo de 2022. Em apenas sete meses, o policial acumulou uma dívida próxima de R$ 1 milhão e morreu em 2023, aos 41 anos.
Em um novo vídeo, a enfermeira afirmou que ficou surpresa com a dimensão que o caso alcançou e disse acreditar que compartilhar a experiência pode evitar que outras famílias enfrentem o mesmo sofrimento.
"Não imaginei que meu vídeo fosse repercutir tanto, mas a intenção sempre foi ajudar e alertar as pessoas. Se eu conseguir ajudar uma pessoa sequer, já ficarei muito feliz", declarou.
Após a publicação, Raquel contou que recebeu inúmeras mensagens de pessoas que enfrentam dificuldades com o vício em apostas ou convivem com familiares nessa situação. Segundo ela, passou horas respondendo relatos e pedidos de ajuda enviados pelas redes sociais.
A enfermeira reforçou o alerta para que as pessoas não subestimem os riscos das apostas on-line.
"Não joguem. Não joguem pouco, não joguem muito, não joguem com consciência. Não joguem nada. Esse jogo não vai levar ninguém para um bom caminho", afirmou.
Segundo Raquel, o marido começou apostando durante os jogos da Copa do Mundo de 2022. No início chegou a obter ganhos financeiros, mas logo passou a perder grandes quantias e recorrer a empréstimos para continuar apostando.
Ela relata que os primeiros sinais da dependência surgiram com crises de ansiedade e depressão. A família tentou ajudá-lo por meio de acompanhamento médico, psicológico e apoio constante, mas o quadro se agravou rapidamente.
Mesmo diante das dificuldades, Raquel faz questão de lembrar do marido como um homem dedicado à família e ao trabalho.
"Ele era uma pessoa admirável, um homem honrado, trabalhador, honesto e um pai presente", disse.
Hoje, a enfermeira afirma que decidiu transformar a dor em conscientização, incentivando que pessoas que enfrentam o vício procurem ajuda antes que as consequências se tornem irreversíveis.
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