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O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, indicou em depoimento à Polícia Federal que não pretende firmar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações que apuram fraudes financeiras bilionárias envolvendo a instituição. A oitiva ocorreu nesta terça-feira (30) e teve como foco principal a insolvência do banco.
Segundo apuração da CNN Brasil, Vorcaro foi ouvido por cerca de duas horas e meia e foi o primeiro investigado a prestar depoimento no inquérito. Durante o interrogatório, a defesa do banqueiro demonstrou preocupação com a possibilidade de vazamento do conteúdo extraído de seu telefone celular, apreendido no curso da investigação.
Os advogados solicitaram que conversas mantidas por Vorcaro com autoridades públicas, sem relação direta com o caso investigado, permaneçam sob sigilo. No depoimento, o banqueiro reconheceu que mantinha acesso a figuras públicas, mas negou que esses contatos envolvessem discussões sobre a situação financeira do Banco Master.
As oitivas estão sendo conduzidas pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo. Vorcaro é investigado por supostas fraudes relacionadas à criação de uma carteira de crédito considerada irregular, utilizada na tentativa de viabilizar a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
A apuração da Polícia Federal resultou em uma operação contra o banqueiro e, paralelamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master no fim de novembro, após identificar inconsistências relevantes na situação financeira da instituição.
As investigações seguem em andamento, com novos depoimentos previstos e a possibilidade de acareações entre os envolvidos.
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