Uma advogada de 47 anos foi presa preventivamente nesta sexta-feira (28), em Goiatuba, no Sul de Goiás, suspeita de encomendar a morte do próprio marido, Aurélio Campos de Oliveira, conhecido como “Bam Bam”, de 45 anos. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido planejado para que a mulher recebesse um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão.

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Além da advogada, dois homens suspeitos de executar o assassinato também foram presos. Segundo a polícia, eles têm 27 e 30 anos e eram clientes da investigada.

O corpo de Aurélio Campos de Oliveira foi encontrado no dia 1º de maio, em uma área rural de Goiatuba. A vítima apresentava hematomas na cabeça e no peito. O carro que ele utilizava, alugado, foi localizado abandonado a cerca de seis quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu uma série de informações que passaram a levantar suspeitas sobre a participação da esposa na morte. Conforme a apuração policial, meses antes do assassinato, Aurélio teria sido obrigado pela mulher a registrar uma menina que ela teve em outro relacionamento.

Os investigadores também descobriram que, antes de ser morto, Aurélio fez um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. A suspeita é de que a contratação da apólice estivesse diretamente relacionada ao plano que, segundo a Polícia Civil, culminou no assassinato.

A investigação aponta ainda que os dois jovens presos teriam recebido R$ 50 mil cada um para executar o crime. Os dois, segundo a polícia, mantinham relação profissional com a advogada por serem seus clientes.

Com a prisão dos três suspeitos, a Polícia Civil agora aprofunda a investigação para esclarecer todas as circunstâncias do planejamento e da execução do assassinato. O caso segue sob sigilo, e por isso a corporação não divulgou detalhes sobre como o crime teria sido planejado nem de que forma Aurélio foi levado até a região onde seu corpo foi encontrado.

Também não foi informado se a advogada chegou a receber o valor do seguro de vida após a morte do marido. Essa informação permanece sob investigação.

A identidade da advogada e dos dois homens presos não foi divulgada oficialmente pela Polícia Civil. Por esse motivo, as defesas dos investigados não foram localizadas para se manifestar sobre as acusações.

As prisões preventivas foram cumpridas após o avanço das investigações, que passaram a apontar para a possibilidade de que a morte de Aurélio não tenha ocorrido de forma aleatória, mas tenha sido resultado de um plano articulado.

O caso chama atenção pela gravidade das suspeitas levantadas durante a investigação: um homem encontrado morto na zona rural, um veículo abandonado quilômetros à frente, um seguro de vida de R$ 1 milhão contratado antes do crime e a suspeita de que a própria esposa teria encomendado a execução.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica completa do assassinato. Até o momento, os três presos são tratados como suspeitos, e a responsabilidade criminal de cada um ainda será definida no decorrer das investigações e do processo judicial.