A Copa do Mundo de 2026 ainda está distante do apito inicial, mas já entrou para a história. A Fifa registrou um volume recorde de pedidos de ingressos na primeira fase de manifestação de interesse, sinalizando que o torneio, que será o maior já realizado, caminha para se tornar também o mais disputado fora de campo. Entre os países com maior número de solicitações, o Brasil aparece entre os líderes, reforçando o peso global de sua torcida.

Será a primeira edição do Mundial com 48 seleções, distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México, o que ampliou significativamente o número de jogos, cidades-sede e oportunidades de público. Ainda assim, a expansão não foi suficiente para conter a procura. Segundo dados da Fifa, torcedores residentes em dezenas de países participaram do processo inicial, demonstrando interesse tanto por partidas da fase de grupos quanto por confrontos decisivos.

O alto volume de pedidos surpreendeu até a entidade máxima do futebol, que já esperava uma procura elevada, mas não em patamares tão expressivos. O crescimento do torneio, aliado à força dos mercados norte-americano e latino-americano, ajudou a impulsionar o interesse. Além disso, a facilidade de deslocamento entre as sedes e a infraestrutura dos países anfitriões são fatores que pesaram na decisão dos torcedores.

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A presença do Brasil entre os países com maior número de solicitações confirma um padrão histórico. Mesmo quando o Mundial é realizado longe do território nacional, a torcida brasileira mantém forte presença nos estádios. A expectativa em torno da seleção, que buscará o hexacampeonato, contribui diretamente para esse movimento, assim como o caráter festivo que acompanha os torcedores brasileiros em Copas do Mundo.

Outro ponto que chama atenção é a diversidade do público interessado. A Fifa observou um crescimento significativo de pedidos vindos de países que tradicionalmente não figuram entre os grandes consumidores de ingressos. Isso reforça a ideia de que o formato com 48 seleções amplia o alcance global do torneio, atraindo novas torcidas e consolidando o futebol como um produto verdadeiramente mundial.

A entidade também avalia que o momento do anúncio influenciou o engajamento. A divulgação antecipada das sedes, dos estádios e do calendário geral criou um ambiente de planejamento para os torcedores, especialmente aqueles que pretendem acompanhar mais de um jogo ou viajar entre países durante a competição.

Com a expectativa de receber milhões de visitantes ao longo do torneio, a Copa de 2026 já é vista como um evento de impacto não apenas esportivo, mas também econômico e cultural. Cidades-sede se preparam para uma movimentação turística sem precedentes, enquanto patrocinadores e parceiros comerciais projetam recordes de exposição e receita.

A Fifa reforça que o registro de interesse não garante a compra do ingresso, já que as próximas fases envolverão sorteios e vendas escalonadas. Ainda assim, o número alcançado até agora é tratado como um termômetro claro do tamanho do evento que está por vir.

Antes mesmo da bola rolar, a Copa do Mundo de 2026 já cumpre um papel simbólico: mostrar que o futebol segue ampliando fronteiras, quebrando marcas e mobilizando paixões em escala global. E, como de costume, o Brasil segue no centro dessa história, dentro e fora de campo.