Espaço para comunicar erros nesta postagem
O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos em meio a uma onda de protestos sem precedentes que se espalhou por mais de 100 cidades do país. O governo iraniano afirmou que irá retaliar duramente caso seja alvo de qualquer ataque americano, enquanto as ruas seguem tomadas por manifestações contra a crise econômica e o regime do aiatolá Ali Khamenei.
Os protestos começaram impulsionados pela inflação elevada, mas rapidamente ganharam caráter político, com gritos pedindo o fim da República Islâmica. A resposta do Estado foi dura. Autoridades classificaram manifestantes como “inimigos de Deus”, crime que pode levar à pena de morte, e ampliaram prisões e confrontos.
Grupos de direitos humanos relatam mais de uma centena de mortos, incluindo civis e membros das forças de segurança. Hospitais em cidades como Teerã e Rasht estariam sobrecarregados, segundo profissionais de saúde ouvidos pela BBC. O governo, por sua vez, afirma que parte das mortes foi causada por “indivíduos treinados”, sem apresentar provas.
Com a internet praticamente bloqueada, imagens verificadas mostram confrontos intensos, veículos incendiados e disparos em áreas urbanas. Especialistas apontam que o bloqueio é mais severo do que o registrado nos protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini.
Do lado de fora, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que está “pronto para ajudar” caso o regime intensifique a repressão, e ameaçou responder “com muita força” se civis continuarem sendo mortos. O parlamento iraniano reagiu dizendo que bases americanas e Israel seriam considerados alvos legítimos.
O cenário indica um ponto de inflexão: uma população cada vez mais disposta a desafiar o poder central e um regime que aposta na força para sobreviver, enquanto o risco de escalada regional cresce no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio.
Nossas notícias
no celular
