A morte da jovem Raiane Maria Santos, de 21 anos, chocou moradores de Goiânia após novos detalhes do crime apontarem que a discussão que antecedeu o assassinato teria sido motivada por ciúmes.

De acordo com a delegada Priscila de Souza, responsável pelo caso, a vítima teria pedido para ver o celular do namorado pouco antes de ser morta. A situação desencadeou uma briga entre o casal, que já vinha enfrentando conflitos frequentes nos dias anteriores.

Segundo as investigações, o suspeito André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, foi preso em flagrante após o crime, ocorrido dentro de um condomínio onde os dois moravam.

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A delegada explicou que as discussões eram recorrentes e que, no dia do crime, o pedido da jovem para verificar o aparelho do companheiro intensificou o conflito. A motivação, conforme apontado preliminarmente pela polícia, está relacionada a uma crise de ciúmes.

Um amigo do casal, que dividia o imóvel com eles, relatou à polícia que ouviu a discussão, mas inicialmente não desconfiou da gravidade da situação. Segundo ele, brigas entre os dois eram comuns, o que fez com que acreditasse se tratar de mais um desentendimento cotidiano.

A percepção mudou quando um barulho chamou a atenção. Ao verificar o que havia acontecido, ele encontrou Raiane caída no chão, desacordada e com sinais de sangramento.

Após o crime, André Lucas gravou um vídeo e enviou à própria mãe, no qual confessou o assassinato. Nas imagens, ele aparece dentro do apartamento, visivelmente abalado, afirmando que não suportava mais a relação e que pretendia se entregar à polícia.

“Mãe, eu não estava aguentando mais a Raiane, infelizmente eu matei ela. Eu vou me entregar”, disse na gravação.

O suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça. A Defensoria Pública de Goiás informou que realizou a defesa dentro dos parâmetros legais, mas não comentou o mérito do caso.

O crime reforça o alerta sobre a escalada da violência doméstica e de casos de feminicídio, muitas vezes precedidos por histórico de discussões e comportamentos possessivos dentro das relações.

A Polícia Civil segue com a investigação para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes do caso.