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A Justiça de Goiânia revogou a prisão preventiva de Bruna Cristine Menezes de Castro, conhecida como Barbie do crime, e de sua mãe Cristiane Lopes Menezes. A decisão foi tomada depois que ambas passaram a responder regularmente ao processo em que são acusadas de estelionato. Elas haviam sido presas no dia 30 de janeiro na capital.
A prisão havia sido solicitada pelo Ministério Público sob o argumento de que as duas não tinham sido localizadas nos endereços informados e não haviam constituído advogado, o que poderia indicar tentativa de dificultar o andamento da ação. Após a regularização da situação processual, o juiz entendeu que não havia mais motivo para manter a medida.
Na decisão, o magistrado avaliou que a manutenção da prisão não era mais necessária, já que as acusadas demonstraram intenção de acompanhar o processo e não apresentaram comportamento que indicasse risco de fuga ou de atrapalhar a Justiça.
A defesa de Bruna afirmou que a prisão foi desproporcional, destacando que ela possui endereço fixo e foi presa em casa, onde estava com os três filhos. Também foi informado ao juízo que houve o depósito do valor de R 3,5 mil, correspondente ao dano que teria sido causado à vítima no caso que motivou a ordem de prisão.
Bruna é investigada por uma série de golpes que teriam começado ainda em 2011. De acordo com registros policiais e processos judiciais, ela é suspeita de ter feito vítimas em Goiás, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os casos envolvem desde histórias pessoais para obter dinheiro até vendas de produtos pela internet que não eram entregues.
Um dos episódios mais antigos aponta que ela teria simulado estar com câncer para conseguir valores de um homem com quem mantinha relacionamento, ultrapassando R 15 mil. Anos depois, passou a atuar com perfis falsos nas redes sociais, anunciando a venda de celulares, maquiagens e perfumes importados. As vítimas faziam pagamentos antecipados, mas não recebiam os produtos.
Em um dos registros, uma pessoa pagou mais de R 3 mil por um celular que nunca foi entregue. Outra chegou a transferir R 700 como entrada para a compra do mesmo tipo de aparelho, também sem receber o item. Apesar de já ter sido condenada anteriormente por estelionato, a pena acabou convertida em medidas alternativas.
Com a nova decisão, Bruna e a mãe vão responder ao processo em liberdade, enquanto o caso segue tramitando na Justiça.
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