Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) nesta terça-feira (1º) investiga uma quadrilha suspeita de atuar no furto, transporte, desmanche e comércio ilegal de peças de caminhonetes. Entre os alvos da ação estão lojistas do comércio de componentes para picapes, apontados pela investigação como responsáveis por encomendar veículos e abastecer o mercado clandestino de autopeças.

De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), o grupo teria furtado pelo menos 50 caminhonetes em Minas Gerais. Os veículos eram posteriormente transportados para Goiás, onde passavam por um processo de desmanche. As peças retiradas eram encaminhadas para armazenamento e, depois, destinadas a estabelecimentos comerciais.

Ao todo, a Polícia Civil cumpre sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em residências, lojas e galpões relacionados aos investigados.

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A investigação começou depois que dois homens foram presos em Goiânia enquanto retornavam de Minas Gerais conduzindo caminhonetes furtadas. A partir desse flagrante, os policiais da DERFRVA aprofundaram as apurações e conseguiram reconstruir a dinâmica de atuação do grupo, além de identificar outros possíveis envolvidos.

Segundo a investigação, os veículos eram negociados ainda em Minas Gerais. Pessoas ligadas ao grupo viajavam de ônibus até o estado, recebiam as caminhonetes e faziam o retorno até Goiânia dirigindo os veículos furtados.

Para dificultar a identificação e fiscalização, os envolvidos utilizavam rotas e horários que, conforme a Polícia Civil, tinham como objetivo reduzir as chances de abordagem durante o transporte.

Ainda de acordo com a corporação, o grupo utilizava módulos de ignição codificados e chaves falsas, recursos que permitiam colocar os veículos em funcionamento e realizar o transporte das caminhonetes subtraídas.

Depois de chegarem a Goiás, os veículos não eram necessariamente levados diretamente para as lojas. Conforme a investigação, as caminhonetes eram encaminhadas para galpões distintos dos estabelecimentos comerciais, onde eram desmontadas.

A separação entre os locais de desmanche, armazenamento e comercialização dificultava, segundo a Polícia Civil, a identificação da ligação entre o veículo furtado, o local onde ele era desmontado e os estabelecimentos que posteriormente comercializavam as peças.

Durante as investigações, a PCGO localizou dois galpões utilizados para o armazenamento das peças retiradas das caminhonetes. O material encontrado passou a integrar as apurações sobre a possível participação dos investigados no esquema.

A operação tem como foco justamente identificar toda a cadeia envolvida no esquema, desde o furto das caminhonetes em Minas Gerais até o transporte dos veículos para Goiás, o desmanche e a posterior comercialização das peças.

Os investigados são alvos das medidas judiciais determinadas pela Justiça no curso da investigação. A Polícia Civil continua apurando a participação individual de cada suspeito e a extensão da atuação do grupo.