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Dois suspeitos de envolvimento na chacina que deixou quatro homens mortos em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, foram presos no Rio de Janeiro. Mauricio Correa e Rodrigo Barbosa são, respectivamente, filho e irmão do policial militar aposentado Matusalém Silvério, que já havia sido preso por suspeita de participação no quádruplo homicídio.
As prisões ocorreram na segunda-feira (31), após uma ação conjunta envolvendo equipes da Delegacia Regional de Polícia de Formosa e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Os dois homens estavam foragidos desde o dia do crime.
A chacina aconteceu no dia 11 de agosto, no Setor Parque Lago, em Formosa. Quatro homens foram mortos a tiros na porta da residência do policial militar aposentado. As vítimas foram identificadas como Luis Antonio Rodrigues, de 58 anos, Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos, Andre Luiz Ferreira Silva, de 41 anos, e Gustavo Aurelio Miguel, de 31 anos.
Dois corpos foram encontrados dentro de uma caminhonete e outros dois estavam caídos na rua.
Segundo as investigações da Polícia Civil, as quatro vítimas teriam ido até a residência para cobrar uma dívida de R$ 250 mil. A cobrança, conforme a apuração policial, estaria relacionada a uma dívida contraída por um dos filhos do militar aposentado.
O caso ganhou repercussão pela quantidade de mortos e pelas circunstâncias do confronto. De acordo com a investigação, Mauricio e Rodrigo estavam entre os suspeitos procurados desde o dia da chacina. Agora, com a prisão dos dois no Rio de Janeiro, a Polícia Civil afirma que todos os investigados diretamente envolvidos nas mortes estão presos.
O delegado José Antônio Sena, responsável pela operação que resultou na localização dos dois homens, informou que os mandados de prisão temporária foram cumpridos durante a noite. Em declaração divulgada após a operação, o delegado reforçou que a fuga para outro estado não impediu o avanço das investigações.
A prisão no Rio de Janeiro encerra semanas de buscas pelos suspeitos, que deixaram Goiás após o crime. A investigação, no entanto, continua para esclarecer completamente a dinâmica dos disparos, a participação individual de cada envolvido e todas as circunstâncias que antecederam o quádruplo homicídio.
Versão de legítima defesa
Dias após a chacina, três suspeitos se apresentaram espontaneamente à delegacia, prestaram depoimento e foram liberados inicialmente. Posteriormente, o policial militar aposentado Matusalém Silvério foi preso.
Em vídeo divulgado após o crime, Matusalém afirmou que teria agido em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, seu filho teria ligado desesperado dizendo que estava sendo perseguido e que pessoas teriam efetuado disparos.
O militar aposentado afirmou que, diante da situação, houve reação quando os homens chegaram à residência. Ele também declarou que um disparo teria partido de dentro da caminhonete utilizada pelas vítimas e atingido uma janela antes da troca de tiros.
A versão, no entanto, faz parte do conjunto de elementos que seguem sendo analisados pela Polícia Civil. As investigações apontam que o grupo que estava na caminhonete teria ido ao local para cobrar a dívida de R$ 250 mil.
Com as prisões de Mauricio Correa e Rodrigo Barbosa, a Polícia Civil considera que todos os suspeitos apontados como envolvidos diretamente na chacina estão sob custódia. O inquérito continua para definir as responsabilidades individuais e reunir os elementos que deverão ser encaminhados à Justiça.
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