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Uma menina de apenas 11 anos foi encontrada caminhando sozinha pelas ruas de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, carregando uma arma de fogo, cerca de R$ 7 mil em dinheiro e aproximadamente 20 munições. O caso aconteceu durante a madrugada de segunda-feira (6) e mobilizou equipes de segurança e o Conselho Tutelar.
Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, a criança foi vista por volta das 3h da manhã, descalça e carregando duas bolsas no bairro Jardim Ingá. A situação chamou a atenção de uma equipe que realizava patrulhamento particular na região, que decidiu fazer a abordagem.
Inicialmente, a menina afirmou que transportava apenas documentos. No entanto, durante a verificação das bolsas, os agentes encontraram uma arma de fogo, munições e a quantia de aproximadamente R$ 7 mil em dinheiro.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente para atender a ocorrência. Questionada sobre a origem do material, a menina contou que havia recebido a missão de entregar as bolsas a um tio.
Com as informações fornecidas pela criança, os policiais realizaram buscas em endereços indicados por ela, mas o homem não foi localizado. Até o momento, não há informações sobre a identidade dele nem sobre a procedência da arma e do dinheiro.
Como os pais ou responsáveis também não foram encontrados, a menina foi encaminhada ao Conselho Tutelar de Luziânia, onde recebeu o acompanhamento previsto para casos envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
A Polícia Civil informou que instaurou um procedimento para apurar todas as circunstâncias da ocorrência. O caso ficará sob responsabilidade da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Luziânia, que investigará quem entregou o armamento à criança, a origem do dinheiro e qual seria o destino do material.
O Conselho Tutelar informou que não pode fornecer detalhes sobre o caso, já que situações envolvendo menores de idade são protegidas por sigilo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As investigações seguem em andamento e a polícia trabalha para identificar os responsáveis por colocar a criança em uma situação considerada de alto risco.
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